Que chefe você tem?

Chief shoutingChefia e liderança são coisas completamente diferentes. O chefe é hierárquico. Está acima dos demais profissionais da organização mas não necessariamente possui liderança. Líder é aquele que conduz as atividades com certa facilidade, que domina situações mais complexas e envolve todos os colaboradores com sua forma de agir e encarar os desafios. Ele inspira e motiva.

O executivo, professor, palestrante e consultor, Marcos Morita, explica que o líder orienta, acompanha, confia, assume a responsabilidade e diz: “Vamos lá, estamos juntos!”. Ele se responsabiliza junto com sua equipe quando algo não dá certo e divide ou louros quando o objetivo é alcançado. Já o chefe manda, fiscaliza, procura culpados, desmoraliza e não tem palavras de incentivo. Chefes costumam jogar a responsabilidade em cima dos subordinados quando algo não dá certo e se vangloriar quando o resultado é positivo.

Então, deixemos de lero-lero e vamos conhecer alguns modelos de chefia e a maneiras para melhorar a convivência no dia a dia com cada um:

O Brucutu:

Esse tipo também conhecido como trator, ou “manda quem pode”. “Ele não aceita desculpas, atrasos ou trabalhos de má qualidade. Com temperamento forte e genioso, utiliza, em alto e bom tom, argumentos convincentes e às vezes apelativos, muitas vezes humilhando os membros da equipe, de preferência, em frente ao grupo”, explica Morita.

Para não cair na antipatia deste chef, esteja sempre pronto, com os resultados na ponta da língua. “Entregue as atividades dentro do prazo e nunca, jamais tente enrolá-lo ou enfrentá-lo, ou poderá ajudá-lo a alongar sua permanência nesta difícil e tempestuosa relação”, observa o consultor.

O Teflon:

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Assim como o antiaderente homônimo, nada de ruim ou negativo consegue grudar em sua imagem, seu maior patrimônio. Liso como um quiabo ou político em época de CPI e Petrolão, desvencilha-se com facilidade de situações complicadas, tendo sempre um discurso ou resposta pronta. “Em casos extremos, utiliza-se da realidade paralela, criando mundos e fantasias que só ele acredita, deixando pasmos os ouvintes”, pontua Marcos Morita.

Para salvar sua pele, não titubeia em colocar terceiros em xeque. Então, defenda-se. “Uma boa sugestão é documentar e registrar o combinado, não deixando o dito pelo não dito”, diz.

O Estrela:

Esse também conhecido como pavão. Ele costuma ser muito falante, extrovertido e um tanto egocêntrico, necessitando de aprovação e admiração constante de seus subordinados. Não raro, costuma perder tempo com autoafirmações ou brincadeiras que o tenham como centro das atenções, antes de começar a reunião ou discutir a pauta propriamente dita. “Começar a conversa elogiando-o ou enaltecendo seus feitos, ajudará a amolecê-lo, abrindo a guarda. Como perderá muito tempo se vangloriando, seja breve e sintético, sabendo que o foco não estará no problema apresentado”, ensina Morita.

O Democrático:

Às vezes ele é inseguro e prefere escutar a opinião da equipe a decidir sozinho. Considerada, a principio, como virtude, a democracia em demasia pode, no médio prazo, se transformar em ponto negativo. “Devido ao envolvimento da equipe em todos os assuntos, esse chefe cria gargalos, postergando as decisões e voltando atrás em assuntos que todos já consideravam resolvidos, gerando mal estar e falta de credibilidade”, analisa o especialista.

Para acelerar as decisões e reduzir o impacto na produtividade do grupo você pode ajudá-lo com dados secundários e informações de mercado, assim como levar uma breve lista de sugestões anteriormente discutidas.

O Paizão:

Assim como uma galinha protege sua prole, o tipo paizão prefere ter sua equipe debaixo de suas asas. “Gosta que a equipe se comporte como uma família, evitando ao máximo o conflito ou situações que venham a causá-los. Apesar de parecer confortável, pertencer a esta equipe pode gerar acomodação a seus integrantes e queda de desempenho no médio prazo”, ressalta Morita.

O melhor a fazer é combinar antecipadamente com o grupo decisões difíceis antes de apresentá-la a chefia. “Essa pode ser uma estratégia inteligente, seja para convencê-lo ou para manter sua empregabilidade no longo prazo”, ensina.

O Bomba-relógio:

Ele desconhece a diferença entre as palavras importante e urgente. “Costuma sentar nos problemas, deixando-os estourarem para que então decida resolvê-los. Costuma enlouquecer a equipe, fazendo de sua desorganização a prioridade do time, obrigando a todos a trabalharem conforme sua agenda a qual, não raro, vai muito além do expediente nos momentos de loucura”, constata o especialista.

Organização e planejamento são as chaves para colocar um pouco de sanidade nesta situação. “Eles deverão ser desenvolvidos e implantados majoritariamente pela equipe, demonstrando seus benefícios à chefia”, sugere Morita.

Infelizmente, chefia não é algo que se possa escolher e, nos muitos anos de trabalho, vários tipos passarão por nós. Em épocas de fusões, aquisições e empregos de curta e média duração, é fato consumado que conviveremos com os mais diversos estilos em nossas carreiras. “Entendê-los, respeitá-los e saber tirar o melhor de cada um, mesmo que a princípio pareça impossível, pode ser mais efetivo que encontrar o modelo que melhor se encaixe ao seu perfil”, finaliza Marcos Morita.

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