Sustentabilidade nas pequenas empresas

Sustentabilidade nas pequenas empresasMuito se escuta por aí que as empresas devem economizar energia, usar o meio ambiente a seu favor, precisam inovar para não poluir as águas, necessitam se transformar para garantir um conforto a todos que vivem ao seu redor, na prática, isso tudo quer dizer sustentabilidade

Exemplos? Há inúmeros deles, mas todos em grandes corporações que possuem verbas suficientes para colocar a casa em dia. E quando o assunto bate à porta das microempresas? Como é que o microempresário pode fazer o seu negócio ser sustentável?

Confira alguns exemplos de pequenos empreendimentos que transformaram a vida de comunidades inteiras, que dão sua contribuição ao meio ambiente e ainda conseguem lucrar e muito usando a natureza a seu favor. Veja também como fazer do seu pequeno negócio uma grande porta de entrada para a sustentabilidade e ainda confira dicas de possibilidades de mercados sustentáveis.

Se você tiver interesse em ver alguns excelentes exemplos de microempresas, é só conferir abaixo:

Histórias de sucesso com a sustentabilidade em pequenas empresas

Cerâmica Serra da Capivara – exemplo de sustentabilidade na Caatinga, sudoeste do Piauí

A história dessa cerâmica começou no Parque Nacional da Serra da Capivara, no município de Cel. José Dias, sudeste do Piauí, em pleno semi-árido, a 530 km de Teresina. O local é muito conhecido mundo afora por abrigar desenhos rupestres nas paredes de suas cavernas, dos tempos da pré-história.

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A microempresa funcionava apenas com quatro colaboradores, pessoas humildes que sobreviviam de transformar a argila abundante em potes e moringas feitas com técnicas rudimentares. As vendas ocorriam em feiras próximas, mas o comércio era pequeno.

Em 1999, a pernambucana Girleide Maria Alves de Oliveira, chegou ao local para trabalhar em uma pousada e se deparou com aquela realidade: ceramistas locais trabalhavam muito bem na produção de peças artesanais, mas não havia clientes o suficiente para eles.

Como ela era administradora, uniu a sua intuição com o conhecimento técnico e começou a lutar para aquele povo vender mais e mais as suas cerâmicas. A pequena empresa recebeu financiamento internacional e aprendeu novas técnicas vindas lá de fora, da Itália e do Japão. Todo o pessoal que morava naquele povoado percebeu que ali nascia uma nova fonte de renda, contribuindo para a diminuição da degradação do meio ambiente e do parque arqueológico.

Quer saber mais sobre ganhar dinheiro com artesanato?

Os moradores da região foram treinados e com o passar dos anos, foram sendo selecionados. Atualmente, são 28 empregos diretos, sendo que 22 desses empregados moram no entorno da cerâmica.

Inicialmente, toda a produção era vendida aos turistas, os ambulantes iam atrás deles tentando vender as peças, mas com o passar do tempo, a beleza e a arte não ficaram restritas ao semi-árido piauiense: foi conquistando o gosto de muitas lojas caras e sofisticadas, como a Tok & Stok e Caras do Brasil, presentes nos principais shoppings do país. A conquista foi tão imensa que o Brasil ficou pequeno para aquela cerâmica: as peças começaram a ser exportadas.

sustentabilidadeTodas elas são inspiradas nas famosas pinturas rupestres presentes nas cavernas da região. Esses desenhos são uma marca registrada do parque arqueológico e é principalmente por conta deles que há visitantes por ali.

Mas o que essa história tem a ver com a sustentabilidade? A começar pela modificação nos fornos, que passaram a ser aquecidos a gás. Eram levados ao local por caminhões, reduzindo a pressão sobre a madeira na região.

Outro fator também foi a utilização da argila da região, que compromete o meio ambiente bem menos do que se fossem vindos de uma pedreira ou saibreira instaladas ali.

Nisso tudo, há um grande valor social agregado que ajuda o local a se desenvolver e ainda possibilita a proteção do patrimônio cultural e ecológico do Parque Nacional Serra da Capivara.

Capim Dourado  – sustentabilidade no interior do Tocantins

Existente somente no centro-oeste, o capim dourado é uma espécie de capim muito útil para o artesanato, sendo matéria-prima para brincos, colares, pulseiras, bolsas e acessórios em geral. Até há alguns anos, essa beleza da natureza não era encarada de forma mais organizada, até que no ano 2000 foi criada a Associação Capim Dourado do Povoado de Mumbuca, na cidade de Mateiros, Tocantins.

O grupo que a criou é composto por artesãos que vivem nas comunidades do Parque Estadual do Jalapão. Além dessa associação, existem mais outras três: Associação Comunitária dos Artesãos e Pequenos Produtores de Mateiros, Associação dos Artesãos do Capim Dourado Pontealtense e Associação Comunitária dos Extrativistas, Artesãos e Pequenos Produtores do Povoado do Prata de São Félix do Tocantins.

O objetivo de suas criações foi sistematizar toda a produção e fazer daquela atividade algo sustentável, que a população local pudesse ganhar dinheiro e não afetasse o ecossistema local.

Por conta disso, a associação sem fins lucrativos Pesquisa e Conservação do Cerrado (Pequi) se uniu com as associações do Jalapão para realizar pesquisas a fim de verem de perto como a natureza respondia à exploração do capim. Esses estudos sempre foram e são essenciais para que a extração da matéria-prima não afete o meio ambiente, de forma a preservá-lo e ainda assegurar que as comunidades tenham sempre trabalho.

Os resultados, uma união entre conhecimentos técnicos dos pesquisadores e tradicionais dos moradores, geraram uma nova visão para todos ali. Diversas recomendações foram e são feitas a fim de que o artesanato seja sustentável pelos pontos de vista ecológico e econômico. Por exemplo, a colheita das hastes de capim dourado só pode ocorrer depois que as sementes são produzidas, coincidindo com a fase em que elas estão com mais brilho.

Dessa maneira, a existência desse tipo de capim permanece intacta, a matéria-prima obtida é a melhor, refletindo em produção de produtos de boa qualidade e, consequentemente, dando mais chances de vendas e lucros, sustentando as comunidades que vivem ao redor do capim dourado.

Atualmente, o manejo e exploração sustentável do capim dourado constituem a principal fonte de renda de todas as comunidades existentes no Parque Estadual do Jalapão. Mais de 20 famílias são beneficiadas e todas as peças são encontradas em várias partes do país.

Sustentabilidade: microempresário deve ter noção clara do fator tempo

A sustentabilidade requer uma postura preventiva dos pequenos empreendedores. Eles devem ser capazes de enxergar em seu empreendimento tudo aquilo que há de bom para que possa ser melhorado, e tudo o que há de ruim e que deve ser minimizado.

Com a tecnologia disponível, somos capazes de destruir o meio ambiente muito mais rápido do que há 100 anos e o grande problema reside exatamente neste ponto: a reparação não pode ser acelerada, muitas vezes. O pior de tudo é que a degradação à natureza, comumente, é tão grande que chega a ser quase irrecuperável. Não totalmente porque existem meios de recuperação, mas não são viáveis do ponto de vista financeiro.

É importante ter uma noção de empreendedorismo social, somente assim conseguirá entender o grau de importância e relevância da sustentabilidade.

O espaço também precisa ser percebido para chegar à sustentabilidade

É muito importante também que o microempresário tenha noção do fator espaço. Fernando Almeida, especialista no assunto, em seu livro “O Bom Negócio da Sustentabilidade” diz que ações locais, bem restritas, passam a ser globais se forem disseminadas. Ele dá como exemplo uma iniciativa feita pela Vila do Aventureiro, um aglomerado de 34 casas na reserva biológica da Ilha Grande, Estado do Rio de Janeiro. Neste local, foram instalados geradores de energia solar, com o objetivo de reduzir emissão de gases do efeito estufa. Para o especialista, essa atitude deve ser interpretada e muito bem valorizada como parte integrante do Protocolo de Quioto, assinado no Japão em 1997. Seja na vila ou no acordo, ambas atitudes visam  à sobrevivência do homem e de sua sociedade.

Empreendimento deve buscar ecoeficiência para ser sustentável

Para ser sustentável, uma empresa deve buscar a ecoeficiência, que é produzir mais produtos de boa qualidade e poluir menos, usar menos os recursos naturais. É um grande desafio porque é um processo lento que ainda pode se chocar com a sociedade e com a própria natureza até chegar a um ponto ótimo.

A empresa que pretende ser sustentável deve cuidar do meio ambiente, do conforto de todos aqueles que a rodeiam (trabalhadores, fornecedores, moradores da região) e da própria imagem.

A grande tendência é pensar nos valores ambiental e social. Para chegar a eles, deve-se pensar na inovação, na informação transparente a todos, inclusive e principalmente a respeito das práticas sustentáveis que a empresa está tendo.

Oportunidades de negócios em mercados sustentáveis

Em seu livro, Fernando Almeida também cita oportunidades de negócios em um mundo que preza a sustentabilidade e isso serve bastante para quem deseja montar o próprio negócio. Confira então quatro dicas de mercados que devem ser melhor explorados:

1) Educação – A previsão é de que em 2025 a população mundial chegue a oito bilhões, com grande fatia do crescimento em países de renda média, como o Brasil. Mesmo que a quantidade de idosos esteja aumentando, o predomínio será de pessoas jovens. Sendo assim, na opinião do autor existem então duas grandes chances de negócios: grandes mercados novos e mais força de trabalho. 

Para ele, é muito importante elevar a educação dos trabalhadores e treiná-los sempre para que as empresas alcancem o sucesso, já que elas estão inseridas em um ambiente econômico mais interligado e muito competitivo.

Fomentando a educação, aumenta-se a produção e estabelecem-se novos consumidores.  Os empresários devem fazer sua parte também na educação de seus trabalhadores. As pequenas empresas podem, pelo menos, atender às leis protetoras dos direitos de trabalhadores, mulheres e crianças e se abrirem para novas posturas, como aceitar horário de trabalho flexível, dar benefícios às mães e àqueles empregados que ainda estudam.

2) Serviços de saúde e cuidados domésticos:  No Brasil, assim como em países de renda média, a população de idosos está cada vez maior, havendo maior necessidade de serviços de saúde e cuidados domésticos.  Na opinião do autor, esses mercados são mal geridos pelos governos e quem souber explorá-los direito vai obter êxito.

3) Inovação de equipamentos a favor da natureza: A produção e conservação de energia são assuntos muito falados hoje em dia. Cada vez mais, surgem mercados que abrigam novas formas de obtenção de energia e serviços e tecnologias que economizam os gastos energéticos, como por exemplo, lâmpadas mais econômicas.

Dessa forma, empresas de todos os portes já estão buscando soluções para fazer suas economias de luz, água, emissão de gases poluentes e tudo mais e aqueles que inovarem e pensarem em algo diferente poderão lucrar com isso.

4) Produtos úteis ao meio ambiente – Não degradar a natureza é só uma primeira atitude. Quem vai ganhar é aquele empreendedor que usar a criatividade e buscar chances de criar e comercializar produtos e serviços que defendam, mantenham, limpem e regenerem o meio ambiente. 

Veja como montar seu próprio negócio desde o ZERO, é gratuito, não se preocupe!

A sustentabilidade pode estar bem próxima da sua empresa, tenha ideias, inove e ganhe dinheiro com o que há de mais atual no mundo.

E aí, sabendo tudo de sustentabilidade em microempresas?

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► Dica Importante!


Independente do tipo de negócio que você deseja montar é muito importante fazer um planejamento. Estude em livros, contrate uma consultoria, use o Kit Como Abrir Um Negócio, enfim, escolha a opção que mais lhe agrada, apenas NÃO ARRISQUE suas economias e o bem-estar da sua família em um chute!


 

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