Aeroportos: a nova mira das franquias

Franquia em AeroportosO potencial turístico e de negócios no Brasil, além de grandes eventos como as Olimpíadas, movimentam os saguões dos aeroportos em todo o país. A recente reforma na maioria deles e o crescimento da aviação comercial previsto pela Agência Nacional de Aviação Civil (5%), também são chamarizes para a abertura de franquias nesses espaços.

De acordo com Luiz Antônio Godinho, especialista em varejo e professor do curso de marketing do Centro Universitário Newton Paiva, com sede em Belo Horizonte, houve um aumento do fluxo de pessoas que viajam de avião nos últimos seis anos, e isso, com certeza, elevou os aeroportos ao patamar de excelentes locais para se ter uma franquia.

Uma parceria firmada entre a Infraero, empresa estatal responsável pela administração dos aeroportos públicos no país, e a Associação Brasileira de Franchising (ABF) é a responsável pelo crescimento do número de franquias abertas nos aeroportos do Brasil. Mas esse número ainda é pequeno. De acordo com uma pesquisa realizada pela ABF há um ano, somente 23% dos pontos comerciais em aeroportos operam sob o sistema de franquias. Se compararmos com a participação das redes nos shoppings, por exemplo, teremos uma surpresa: já chega a 60%.

Quem mais abre lojas nos aeroportos é o setor de gastronomia. No entanto, lojas de presentes e artigos esportivos são uma boa opção de investimento nesses espaços. “Hoje, os aeroportos estão com uma estrutura boa e adequada, apresentando um design moderno, o que não tínhamos há alguns anos. No passado, o fato do brasileiro utilizar menos o serviço aéreo, fazia com que não tivéssemos interesse pelo setor. Com as mudanças significativas nesse sentido, os portos passaram a fazer parte mais fortemente da nossa estratégia. Acreditamos ainda que mais e melhores mudanças estão para acontecer e que irão favorecer o comercio nos aeroportos”, explica Eduardo Guerra, diretor de expansão das redes de restaurantes Giraffas e Tostex.

E, de acordo com Alex Cassundé, sócio-diretor da rede de lojas de presentes Fantasia, existem algumas vantagens para as franquias adotarem o aeroporto como um mercado. “Além da exposição da marca, a franquia sempre garante o padrão de atendimento e produto para os consumidores. O fluxo é intenso, o público é rotativo, existe muita compra por impulso”, explica. A rede está presente em Guarulhos, Viracopos e Congonhas e está de olho nos aeroportos do Galeão, Brasília, Natal, Salvador, Fortaleza e Curitiba.

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Segundo a ABF, a Localiza, locadora de veículos, é a empresa que está no topo da lista de franqueadas nos aeroportos brasileiros. A rede está em um período de crescimento contínuo e as lojas geram um grande fluxo de reservas.

Os desafios

Os principais entraves para a chegada das redes aos aeroportos são a burocracia e os custos altos para manter a operação. Adriana Auriemo, sócia e diretora da Nutty Bavarian ressalta que o mais complicado são as negociações de ponto. “Conseguir um ponto bom com um aluguel adequado é bastante difícil”, observa. Hoje a empresa possui operações em Curitiba, Belo Horizonte, Guarulhos, Florianópolis e Joinville. A expansão para outras localidades está nos planos de Adriana, que pretende operar em Congonhas, Campinas, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador, Goiânia, Brasília, Fortaleza, Navegantes, Manaus e Belém.

De acordo com Humberto Siqueira, coordenador de Marketing da Depyl Action, rede de franquias especializada em depilação, o valor dos aluguéis chega a ser bem mais caro que nos shoppings centers, somando valores três vezes maiores que nos malls. Por isso, negociação é tudo. “Uma boa negociação consegue reduzir preços e luvas. Mesmo que a loja não seja tão lucrativa – mas ainda assim superavitária a ponto de satisfazer as necessidades do franqueado -, para a franqueadora também é uma boa oportunidade de exposição. O ideal é que os custos com aluguel e condomínio, dependendo do negócio, fiquem em 8% e não ultrapassem 13%”, contabiliza o executivo que pretende instalar lojas nos aeroportos de maior movimento das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, seguido de Manaus, Belém, Salvador, Recife e Fortaleza.

Mas Siqueira destaca outro ponto que pode comprometer a abertura da loja: a dificuldade em montar uma equipe. “Em alguns aeroportos, a locomoção dos trabalhadores para chegar e deixar o trabalho também pode demandar muito tempo no trânsito”, pondera. Outra coisa que pode dificultar o processo é se a operação se der na área restrita do aeroporto, como por exemplo no embarque, o abastecimento tem hora marcada, não são todos produtos que podem ser vendidos, conforme pontua Cassundé. “O giro do consumidor é diferente de um shopping center e a experiência da loja deve ser diferenciada também”.

O que chama atenção

Para algumas redes, a margem de lucro nos aeroportos é bastante considerável. Para outras, nem tanto. Alex Cassundé, da Fantasia, observa que a margem de lucro da sua rede pode subir 150%. Já Adriana Auriemo, da Nutty Bavarian revela que, para sua empresa, não aumenta muito. “Embora as vendas sejam boas, os custos com mão de obra e aluguel são também mais altos. O horário de funcionamento é mais longo, o que exige mais funcionários na operação”, revela.

Luiz Antônio Godinho afirma que a margem de lucro de franquias muitas vezes é ditada pela franqueadora, deixando pouca margem de manobra ao franqueado. “Porém, se o proprietário da franquia tiver uma boa gestão de custos, ele pode, sim, aumentar seus lucros”, observa.

Mas, se o lucro não é mais alto para algumas redes, porque montar uma loja no aeroporto? Aqui entra a visibilidade que a marca pode ter. “Lojas em aeroportos são interessantes por ser um bom canal de marketing para a marca e pela força de venda”, opina Eduardo Guerra, diretor de expansão das redes Giraffas e Tostex. E Humberto Siqueira, da Depyl Action concorda: “Mesmo quem não compra ali, pode passar a conhecer a marca e consumir num segundo momento. Naquela ou em outra loja da rede”, explica.

Alex Cassundé ressalta, ainda, que o fluxo é intenso, com público rotativo e muita gente compra por impulso. O que não deixa de ser bom para a marca. O fortalecimento do mix de produtos, atendendo a todos os públicos, também é uma estratégia das redes para aumentar a visibilidade.

Outro atrativo de aeroportos é o grande fluxo de consumidores de várias classes sociais, conforme explica Godinho. “Se até pouco tempo atrás apenas os mais abastados viajavam de avião, hoje em dia temos muitas pessoas da classe C frequentando aeroportos, o que abre possibilidades para franquias voltadas para esse público também”, diz. E, como todos precisam esperar pelo embarque, aí está um tempo precioso que deve ser usado pela franquia a seu favor. “Esse tempo pode ser positivo na decisão do consumidor em pagar por um produto ou serviço”, destaca Humberto Siqueira, da Depyl Action.

 O professor ressalta que o é necessário fazer um real levantamento do perfil do público alvo pretendido pela franquia para que a rede não dê “com os burros n´água”. “É necessária a realização de uma pesquisa de mercado prévia para não se cometer erros quanto àquilo que se espera do consumidor que frequenta aeroportos”, orienta.

De olho na concessão 

A licença para abrir uma loja em aeroportos vem através de uma concessão, que pode durar até dez anos. As redes devem participar de Pregões Presenciais, de acordo com a Lei nº 8.666/93 (Lei de Licitações). Mas os empresários devem ficar atentos ao perfil da região de interesse. Ele é determinante para que a Infraero escolha o mix comercial de cada aeroporto. Uma rede que cabe em um, pode não ter espaço em outro.

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