As variáveis da economia em 2015

Business phone. Smartphone business graph chartSe para alguns o cenário econômico e político não é dos mais animadores, há quem aposte em algumas variáveis para fazer seu negócio dar certo. Marcos Morita, mestre em administração de empresas e professor da FIA-USP e Universidade Mackenzie e especialista em estratégias empresariais dá algumas dicas utilizando o varejo como pano de fundo mas que são aplicáveis e customizáveis a praticamente todos os segmentos e setores.

Variáveis econômicas
Segundo o especialista, o varejo foi um dos setores que melhor aproveitou o crescimento da economia brasileira. A combinação: juros baixos, crédito fácil e pleno emprego fez com que as vendas do setor crescessem a taxas de tigres asiáticos em todas as categorias, incluindo bens de consumo duráveis. “Hoje a situação se reverte com outra equação, esta maligna: juros em alta, crédito restrito, inadimplência e aumento na taxa de desemprego”, diz.

O segmento de bens de consumo duráveis será afetado mais duramente pelos mesmos motivos. Quanto às demais categorias, poderá haver uma mudança para marcas próprias ou produtos de qualidade e preços inferiores. Não obstante valorizarem a qualidade, é melhor comprar uma marca mais em conta que abandonar a categoria conquistada. “Aumentar o portfólio e promover as marcas próprias podem ser boas estratégias”, ensina Marcos.

Variáveis sociais
A ascensão da classe C foi outro impulsionador do varejo na ultima década, conjuntamente com a variável econômica. De acordo com MOrita, o cenário futuro aponta que esta classe terá maior dificuldade para ascender na pirâmide, o mesmo ocorrendo com os níveis inferiores. “A diminuição na geração de empregos, aliada ao achatamento dos salários face as pressões inflacionária escasseará a chegada de novos clientes, tão bem recebidos na era Lula. Neste cenário o varejo deverá trabalhar em estratégias de fidelização e retenção da base atual de clientes, adotando a velha abordagem do armazém de bairro, conhecendo a fundo as preferências do seu consumidor. Adotar um modelo de customização em massa será cada vez mais crucial, personalizando e cultivando os relacionamentos. Utilizar as informações provenientes da rede e dos sistemas, o famoso Big Data, será fator crucial de diferenciação”, explica.

Variáveis demográficas
As pesquisas mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) corroboraram a importância dos idosos, das mulheres e dos solteiros na economia. Seja com mais tempo e dinheiro no bolso face a uma aposentadoria melhor planejada, assumindo o papel de provedor da casa antes destinado aos homens, ou vivendo bem em grandes cidades adotando a máxima antes só que mal acompanhado, estes nichos poderão ajudar o varejo a melhorar sua lucratividade. “Limitações na dieta face a problemas de saúde comuns a terceira idade podem gerar novos produtos, assim como soluções de alimentação mais práticas, entregas em domicílio e menores porções para mulheres e solteiros sem tempo. Em geral, produtos de nicho e que envolvam customização são melhor vendidos, significando margens mais atraentes. Adicionalmente, as lojas de bairro serão primordiais, principalmente nas grandes cidades”, sugere Morita.

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Variáveis tecnológicas
A tecnologia veio para ficar e utilizar-se dela pode ser um fator de diferenciação e conveniência: leitores e etiquetas de RFID que evitem as filas, códigos de barra nos carrinhos que somem as compras, aplicativos e pagamentos móveis que dispensem o uso de cartões de crédito são algumas possiblidades. Com o mercado em baixa, conseguir parcerias com fornecedores em troca de divulgação é uma estratégia viável e simpática. “Sob o prisma da redução de custos, o mesmo RFID poderá ajudar a controlar melhor os estoques, níveis de perda, programações de entrega e integração entre os fornecedores, melhorando a eficiência da cadeia de suprimentos. Tenho acompanhado que num primeiro nível todos os grandes jogadores já fizeram seus ajustes, porém para uma segunda rodada de redução de custos, investimentos serão necessários. E aqui tecnologia terá papel preponderante”, orienta.

Variáveis ambientais
Não bastasse a eterna discussão sobre as amadas e odiadas sacolinhas plásticas, o varejo agora precisa preocupar-se com a falta de água, repetindo-se situação análoga ao racionamento de energia, ocorrido no segundo mandado de FHC. “Certamente precisarão se ajustar a eventuais cortes no fornecimento do líquido, contratando carros pipas assim como faziam com geradores há uma década atrás.
O gestor inteligente saberá aproveitar o momento para conscientizar e reduzir o consumo de água e energia, diminuindo os custos fixos de sua operação. Investir em parcerias com fornecedores na criação de produtos sustentáveis pode também ser uma saída, uma vez que sustentabilidade é muito mais que pegada ecológica ou crédito de carbono, podendo ajudar os parceiros a reduzir seus custos, seja de matéria prima, frete ou descarte”, observa o consultor.

Dito isto, é hora de deixar o pessimismo de lado e se animar. Morita prevê tempos de cintos apertados e muita criatividade para, ao menos, manter os resultados conquistados. Mas não há mal que dure para sempre. Então, cuide do seu negócio!

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Independente do tipo de negócio que você deseja montar é muito importante fazer um planejamento. Estude em livros, contrate uma consultoria, use o Kit Como Abrir Um Negócio, enfim, escolha a opção que mais lhe agrada, apenas NÃO ARRISQUE suas economias e o bem-estar da sua família em um chute!


 

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