Sociedade: entre porcos e galinhas

Choosing a partnerPode parecer bastante estranho comparar uma sociedade empresarial com porcos ou galinhas. Mas faz todo sentido. Pedro Mello, fundador do Grupo Quack, ajuda no raciocínio. Primeiro, pense em ovos com bacon.

Segundo o empresário, a diferença entre eles determina a semelhança com os sócios. “A galinha está envolvida no prato, enquanto o porco está totalmente comprometido. Ou seja, o coitado do porco é o único que vai sentir sua pele fritar na frigideira”, exemplifica.

Mello lembra que apesar de pouco sutil, a relação do porco com a galinha nesse prato mostra um modelo de sociedade que na maioria das vezes já nasce com seus dias contados. Nesse tipo de empresa, os sócios normalmente têm participações e riscos incompatíveis. “Um bom exemplo é a velha fórmula do sócio capitalista junto o sócio que entra com seu trabalho para compensar a falta de dinheiro. O capitalista incorpora o papel de porco comprometido com o negócio. Se tudo der errado e a empresa fechar, ele perde o dinheiro investido no negócio. Por outro lado, o sócio que entrou apenas com o trabalho é a galinha. Mesmo que a empresa vá mal, ele não tem nada a perder. Se o negócio fechar, a única coisa que ele terá que fazer é procurar um novo emprego ou outro sócio capitalista para seu negócio”, observa o empresário.

Mas toda regra tem a sua exceção. Muitos empreendedores que capitalizaram sua parte da sociedade com trabalho podem ser bastante comprometidos com o negócio. No entanto, nos dias de hoje, o dinheiro se torna o melhor termômetro para indicar quem realmente acredita em seu sucesso. “Afinal, se você investir suas economias no negócio, imediatamente você passa a ter algo mais a perder além do tempo dedicado a ele”, observa Pedro.

Então, leve em consideração, ao montar um negócio, essa história de porcos e galinhas. A regra diz que, quanto mais porcos uma empresa tiver, mais chances de ter sucesso ela terá. Porém, se por algum motivo você se encontrar numa situação na qual seu sócio não tem de onde tirar dinheiro para investir, vocês podem optar por diminuir o valor total a ser colocado na empresa. Isso mesmo, o conselho de Pedro Mello é começar menor. “Mesmo porque as grandes empresas de sucesso que estão hoje no mercado um dia também foram bem pequenas e provavelmente nasceram das economias de dois sócios ‘porcos’. Com um investimento menor, sua empresa deve levar mais tempo para crescer, mas pelo menos ela será construída em bases mais sólidas e difíceis de serem abaladas no futuro”, sugere.

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O pró-labore mínimo também deve ser banido. Isso é uma maneira de comprometer os sócios. “Assim, só é distribuído o dinheiro que sobrar depois de todas as contas serem pagas. Isso pode parecer básico, mas é bem comum o sócio que entrou apenas com seu trabalho pedir para o capitalista uma retirada mínima garantida. Mesmo que essa retirada seja pequena, ela já coloca o sócio trabalhador numa situação mais confortável. Se esse mesmo sócio tirar dinheiro apenas quando a empresa der lucro, ele vai correr mais para ter sua fatia do bolo”, analisa Pedro. Afinal, se não entrar dinheiro em casa, sua pele também vai fritar na frigideira.

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