Preparado para virar patrão?

business coachingUma mudança de carreira pode ser excelente, se bem planejada, quando ocorre de forma consciente. E pode trazer diversas consequências positivas. A má condução do processo pode somar uma certa dificuldade. É preciso ter, no mínimo, informações sobre o dia a dia do novo posto pois, o profissional pode se prejudicar se não estiver preparado para atuar na nova função. Ainda mais se estiver passando de empregado a patrão.

Desafio. Para a psicóloga Gabriela Cosendey, especialista em Gestão e Estratégia Empresarial, é ele quem move a mudança de carreira. Ele pode ser algo muito estimulante, dependendo do momento vida em que o profissional esteja. “Se ele se percebe desmotivado, ou com a carreira estagnada por alguma razão, essa mudança pode levá-lo a sair da zona de conforto e se lançar ao novo. Muitas vezes esse processo permite que a pessoa descubra sobre si habilidades e talentos que ainda nem conhecia”, ressalta.

Para Marcia Vasconcellos, especialista em shadow coaching, os benefícios se traduzem em novas possibilidades de desenvolvimento na vida profissional e, muitas vezes, pode representar inclusive a realização de um sonho, o que é bastante encorajador, inclusive, na vida pessoal. Mas há que ter cuidado. A especialista diz que se a decisão for por impulso, somente porque a pessoa “não aguenta mais fazer o que faz”, essa alteração de direção pode piorar a situação. Os prejuízos devem ser esperados. Afinal, em qualquer mudança há o risco. “O que é contraindicado é a estagnação. Mudanças bem estruturadas sempre trazem aprendizado e crescimento”, pondera.

A hora H

Segundo Gabriela Cosendey, é importante destacar que é muito comum que após os 30 anos o indivíduo faça um balanço da sua trajetória profissional e se permita fazer algumas mudanças. “No caso das mulheres é ainda mais complexo, pois atualmente é nessa faixa etária em que se está começando a pensar mais profundamente sobre maternidade versus carreira. São questões muito profundas, que geram muitos conflitos e que hoje constitui uma das grandes demandas de análise “, observa.

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Mas existe hora certa para deixar um emprego e investir em um negócio próprio? Quais são os sinais de que essa é a decisão mais acertada? Marcia diz que, racionalmente, a hora certa é aquela em que se identifica a oportunidade, se avalia os prós e contras e se conclui que os ganhos são maiores que as perdas dentro um planejamento de carreira ou diante de oportunidades criadas na organização. “No entanto, se apelarmos para a razão e também sentirmos no coração que a mudança será positiva, a decisão é tomada com mais segurança”, sugere.

Encarar seria a palavra de ordem para a coach Débora Monique, diretora da empresa OrganizUp. “O mais importante é ter a consciência que é hora de mudar. As mudanças geralmente são muito positivas e devem ocorrer, afinal o mercado é dinâmico e nós também somos. Estar feliz no trabalho pode ser temporal”, diz.

Apto X Preparado

A linha é muito tênue entre estar apto e estar preparado para virar patrão. Débora Monique diz que fato do individuo ser proativo e dinâmico não quer dizer que será um excelente vendedor. “No processo de coaching o indivíduo se depara com seus potenciais e suas fraquezas e o quanto pode usufruir deles ou não para atingir suas metas. O importante não é só saber voar, é saber como voar. E pensar que no meio do voo poderá haver obstáculos e como lidar com eles”, exemplifica.

Mas algumas características pessoais são fundamentais. “Percebemos que quando a pessoa busca entender o mercado à sua volta, tem visão de curto, médio e longo prazo, sabe estimular seus colaboradores a pensar e oferece oportunidades para que as pessoas cheguem aonde querem, as chances de êxito são muito grandes”, pontua Marcia.

Para que o negócio dê certo, um chefe completo precisa não pensar apenas no resultado financeiro, mas levar em consideração outros fatores. “Os principais são o ambiente de trabalho, a satisfação da equipe e dos clientes e ter a disposição de mudar se for necessário”, diz a especialista.

E mais: um bom patrão sabe onde atuar. “Nem sempre o indivíduo tem o perfil de líder. Às vezes ele é um fazedor e precisa que algo lhe seja delegado para executar as tarefas. Uma boa análise de perfil ajudará a identificar onde ele poderá desempenhar um melhor papel mesmo sendo dono do seu próprio negócio”, explica Débora.

Você já se auto avaliou e percebeu que pode se dar bem abrindo o próprio negócio. O próximo passo é saber se você está preparado para ser patrão. Marcia assegura que o fato de termos condições para montar um negócio não implica em estarmos preparados para fazer a gestão desse negócio. “Ser patrão significa ser empreendedor, entender do ramo de atuação, saber identificar pessoas com perfil que trará resultados para a empresa e engajá-las de forma a atingir os objetivos do empreendimento”.

Buscar a capacitação pode ser um passo importante, de acordo com Gabriela. “Realizar um plano de negócios bem estruturado, considerando todas as variáveis mais importantes, os cenários de mercado, relacionar suas potencialidades e fragilidades e traçar estratégias de sucesso. A informação será a sua vantagem mais valiosa. Um empresário deve estudar! E deve fazê-lo antes mesmo de colocar as ideias em prática. E quando se torna empresário, realmente não se tem mais um patrão, mas há uma inclusão em uma rede de Stakeholders, ou seja, grupos e entidades com as quais se passa a ter uma relação mais direta, como por exemplo, o governo, os bancos, sindicatos, fornecedores, entre outros. E é muito importante entender como essas relações interferirão no negócio”, observa.

Os obstáculos

Quem pensa que ao se tornar patrão não terá mais que dar satisfações a ninguém e não terá cobranças, está profundamente enganado. Algumas características da personalidade podem ser um grande entrave para o novo empreendedor. Falta de auto estima, iniciativa e foco podem ser algumas delas e isso deve ser trabalhado para que não atrapalhe a realização do sonho.

Outras questões também merecem atenção para que o processo de mudança de carreira flua bem. Por exemplo, para Gabriela, quem possui dificuldades de se relacionar enquanto é empregado, continuará tendo as mesmas dificuldades enquanto patrão. A não ser que busque se modificar. E isso pode ser um problema e tanto. “Se antes corria o risco de ser demitido e agora passa a pôr em risco o seu próprio negócio, seu investimento, seu nome e sua reputação”, comenta a psicóloga.

Grandes empresários sabem reconhecer a importância de lidar bem não só com seus funcionários, mas também com seus fornecedores. São dois grupos essenciais para o sucesso de qualquer negócio e é importante manter um excelente relacionamento. Gabriela ressalta que pessoas intolerantes, que possuem questões com autoridade e até mesmo com autoestima, certamente terão problemas para lidar com sua equipe. “Ser líder exige preparo e destreza. Mas essas habilidades podem ser construídas e aprimoradas”, esclarece.

Também é necessário aprender a negociar, pois o radicalismo é um fator que atrapalha muito o andamento das coisas. “É importante saber o momento de exigir e o momento de ceder”, diz Gabriela.

Insegurança é normal

Marcia Vasconcellos ressalta que a insegurança não é uma inimiga. Ela faz parte da trajetória. O perigo não é o medo mas a incapacidade de admitir que ele existe. “Para driblar o problema é importante encarar a situação, avaliar a possibilidade de lidar com esse fato sozinho e se preciso for, buscar ajuda de um líder ou coach, para aprender a lidar com essas inseguranças. Em última instância, a indicação é buscar uma terapia”, esclarece.

A coach Débora Monique concorda e diz que as inseguranças são inimigas de quem não as conhece. Então, a melhor forma de driblá-las é conhecendo quais são. “Seu maior inimigo é você mesmo.Com o conhecimento de nossas inseguranças é possível promover mudanças e fazer escolher mais assertivas”, assinala.

Mudar sem danos

O processo de transição na carreira deve ser bem pensado e feito de forma bastante segura. Débora Monique avalia que os piores danos são a frustração e perder o que foi investido. E nesse caso não é só dinheiro que está em jogo e sim tempo e expectativas. “Antes de se aventurar em uma transição de carreira ou abertura de um novo negócio, o importante é pesquisar e
fazer um bom planejamento. E um bom profissional como um coach de carreira e de negócios pode ajudar muito nesse momento importante de tomada de decisões”, pontua.

E existem alguns fatores que fazem a gente querer sair da tal zona de conforto e dar uma mexidinha na carreira. Segundo a especialista, se não temos um propósito (motivo para o trabalho), a maestria (fazer o trabalho com competência) e autonomia (ter liberdade para pensar e agir), já começamos a nos entediar e pensar em uma mudança, seja de empresa, de função ou de carreira mesmo. “Outros motivos também são importantes como remuneração e relacionamento entre a equipe, mas vai depender muito de cada indivíduo e do cenário que ele se encontra”, observa.

Então, para que o processo seja o mais satisfatório possível, a psicóloga Gabriela Cosendey considera três ingredientes: reflexão, autoconhecimento e planejamento. “Tomar esse cuidado permite que a decisão seja pautada em dados de realidade, ajudando assim a minimizar os riscos. Por isso digo que dos três fatores, a reflexão e o autoconhecimento, de início, são os aspectos mais importantes”, analisa

Para a especialista, é primordial saber intimamente o que leva ao desejo de mudança, todos os porquês. Antes de começar a sua mudança, pergunte-se:

– Alguma decepção com a com empresa?

– Com os líderes ou colegas?

-O tempo de deslocamento?

– A atividade em si?

– O plano de carreira proposto?

– O salário?

– A dificuldade é pessoal?

Importante ressaltar que os profissionais que passam por processos de análise pessoal conseguem identificar seus pontos vulneráveis e com isso agir com mais cautela, conforme explica Gabriela. “Isso acaba se tornando um enorme diferencial competitivo, pois ao se conhecer melhor e saber as próprias dificuldades, fica mais fácil compreender e lidar com o outro. É muito comum ouvir de pessoas, até mesmo em tom de revolta, que não querem mais ter patrão e imaginarem, que com o próprio negócio vão estar livres de cobranças. Infelizmente, muitas vezes ainda é essa a motivação inicial de alguém para se tornar um empresário. E uma atitude impulsiva, impensada, pode levar a comprometer muitas coisas. Sem o preparo adequado, abrir um negócio próprio, lançando mão de algum bem ou mesmo de um fundo de garantia de anos, pode até dar certo, mas representa um risco enorme”, pondera a psicóloga.

Ajuda do coach

Como essa é uma mudança e tanto, o profissional estará sujeito a mais dificuldades do que imagina, como montagem de equipe, definição de estratégias e a tomada de decisões, sem necessariamente contar com alguém para dividir essas tarefas. É aí que entra o coach. Segundo Marcia Vasconcellos, especialista em shadow coach, o profissional pode ajudar esse novo executivo a olhar mais amplamente o passo a passo da construção da nova etapa, promovendo uma visão de negócio a longo prazo, com reflexão sobre as próprias necessidades, potencialidades e medos, para que seja encontrada a melhor solução.

A coach Débora Monique diz que esse tipo de trabalho tem a missão de ajudar as pessoas a descobrirem o que realmente almejam fazer com suas vidas profissionais. Dessa forma, podem, juntos, desenvolver uma estratégia para que o profissional consiga atingir suas metas. Lembrando sempre que o coach vai orientar e ajudar na descoberta dos potenciais e também possíveis risco da mudança ou do negócio, mas jamais vai poder fazer escolhas e decidir. Quem o faz é o cliente no caso (coachee).

Veja os conselhos das especialistas para as pessoas que desejam mudar o rumo da sua carreira, adquirindo um negócio próprio:

  1. Planeje sua mudança de carreira ou abertura de um novo negócio
  2. Identifique o que você mais deseja
  3. Tenha um propósito bem definido
  4. Entenda do negócio e verifique a necessidade do mercado
  5. Avalie honestamente se você tem as competências adequadas para administrar este negócio
  6. Crie e desenvolva estratégias de como você vai atingir seus objetivos profissionais
  7. Tenha um planejamento financeiro
  8. Verifique se existe uma rede de pessoas que possam ajudar a administrar este negócio
  9. Procure um bom coach para orientá-lo na sua transição de carreira
  10. Acredite em você sempre, pois se você quer mudar é por que chegou a hora.
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► Dica Importante!


Independente do tipo de negócio que você deseja montar é muito importante fazer um planejamento. Estude em livros, contrate uma consultoria, use o Kit Como Abrir Um Negócio, enfim, escolha a opção que mais lhe agrada, apenas NÃO ARRISQUE suas economias e o bem-estar da sua família em um chute!


 

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