9 Passos de Sucesso Para Começar Uma Criação de Peixes

Criação de Peixes
Trabalhar com criação de peixes é um negócio produtivo e rentável, pois o peixe é muito consumido, especialmente em determinadas épocas religiosas do ano.

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A criação de peixes mais praticada e comercialmente viável é a de tanque-solo, sendo que podem haver outras estruturas de piscicultura.

Mas antes de planejar a estrutura de criação, é necessário planejar todos os fatores que farão da criação de peixes um negócio rentável.

E para dar início aos negócios de criação de peixes, primeiro, é preciso analisar o mercado e descobrir para quem vender e assim planejar o que criar, ou seja, as espécies de peixes que serão cultivados, em que quantidade, qual o preço e quais as técnicas utilizadas.

Confira os 9 passos de sucesso para começar uma criação de peixes.

9 Passos de Sucesso Para Começar Uma Criação de Peixes

1- Pesquisa de Mercado Para Criação de Peixes

Pesquisa de Mercado Para Criação de Peixes
É necessário fazer uma pesquisa de mercado para iniciar a criação de peixes, entre os assuntos analisados está a preferência do consumidor de peixes.

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A pesquisa de mercado na piscicultura avalia o perfil consumidor, não só do consumidor local, mas também do consumidor de diversas partes do mundo, pois as possibilidades de expansão de vendas são ilimitadas. Também é importante ver tendências de consumo, comportamento do consumidor, possibilidades de expansão dos produtos, preços praticados, parcerias comerciais e outros fatores.

Além disso, devem ser pesquisadas as possíveis parcerias de mercado como os principais compradores, distribuidores, varejitas e parcerias que podem se tornar sólidas como os pesque-pague e as peixarias.

Depois de analisados todos esses fatores, os empresários podem planejar quais espécies de peixes produzir, qual a quantidade por demanda, qual o preço praticado e quais serão os fornecedores de insumos, os parceiros comerciais e quais os principais concorrentes.

2- Fornecedores Para Criação de Peixes

Os fornecedores são também um componente essencial para o sucesso do piscicultor, fornecedores que tenham insumos de qualidade, bons preços, que entreguem dentro do prazo e outros.

Contatos com os melhores fornecedores podem ser obtidos com a Associação de criadores ou por indicações dos escritórios públicos de práticas rurais, como a Emater, o Ministério da Pesca e secretaria da Agricultura. Esses órgãos podem oferecer informações sobre fornecedores de bons insumos, como rações, alevinos e outros.

3- Concorrentes na Criação de Peixes

Como em qualquer negócio, a concorrência deve ser encarada como um padrão de qualidade, preço e tipos de peixes produzidos.

Assim também como técnicas de criação utilizadas por outros estabelecimentos de criação de peixes. E ainda a localização escolhida para a criação que deve avaliar a concorrência existente.

4- Espécies Mais Rentáveis de Peixes

Existem peixes que são mais aceitos pelos consumidores e por isso, são mais vendidos. Esses peixes podem ter técnicas diferentes de criação, custos e investimentos diferentes e ainda adaptação ao ambiente de instalação do cativeiro de criação e diferentes também quanto à alimentação.

Entre as espécies de maior demanda no mercado estão a carpa e suas variantes, o pacu, o bagre africano, a tilápia, o piau, a merluza e outros.

5- Técnicas de Criação de Peixes Mais Rentáveis

Antes de se aprofundar nas técnicas de criação de peixes, é necessário que se decida sobre as espécies quanto à forma de alimentação dos peixes que pode ser onívora, herbívora, iliófago, detritívoro, fitoplantófago, zooplantófago ou plantófago.

Isso, porque se o peixe se alimentar de carne, o que acontece é que o investimento será maior e por isso, o preço também influenciará na decisão em qual tipo de peixe produzir.

As técnicas de piscicultura são fatores imprescindíveis para uma decisão sobre a criação de peixes, como também a aceitação no mercado. Dessa forma, as empresas podem decidir entre criar uma ou mais espécies em um mesmo viveiro.

6- Determinantes Para a Criação de Peixes

Para o sucesso do empreendimento de criação de peixes devem ser analisados os fatores:

Localização – a qualidade da água, o abastecimento constante de água limpa e o clima propício são fatores determinantes para a escolha da localização. Por isso, a área de implantação dos viveiros deve ser planejada com o trabalho de seleção das localidades de acordo com os dados hidrológicos e meteorológicos.

Deve-se escolher o local ideal para construção de viveiros que facilite a distribuição e vendas dos peixes. Além disso, a localização influenciará o tamanho da exploração de espécies, custos com adequação, o que determinará custos de implantação e o que terá como resultado a viabilidade técnica e comercial.

Topografia – a topografia influencia na movimentação do solo nas construções e por isso, é recomendável que se escolha um terreno plano para diminuir o trabalho com terraplanagem.

Solo – as boas condições do solo para construção de tanques estão entre o argiloso o arenoso. A boa estrutura do terreno possibilita que o tanque ao ser escavado não forme vazamentos e infiltrações.

Água – é importante que se tenha água abundante e de qualidade, com uma profundidade de até 1,5 m para 1ha de área. O tempo de enchimento dos tanques demora 72 horas.

7- Tipos de Instalação Para Criação de Peixes

Tipos de Instalação Para Criação de Peixes
Ao montar a criação de peixes você deverá escolher o tipo de instalação que será usada para criar peixes.

Os viveiros ou tanques de criação são reservatórios que foram escavados no solo natural e que possuem sistemas de drenagem e abastecimento. Os viveiros de derivação são aqueles que são construídos em terreno com declives transversais que formam canais. A vantagem do viveiro de derivação é que proporciona facilidade de manejo e maior controle de entrada e saída de água.

Já os viveiros de barragem são aqueles erguidos em um dique capaz de interceptar o curso de água. A vantagem do viveiro de barragem é que essa construção tem baixo custo. Porém, as desvantagens são maiores, pois neste tipo de instalação o controle da quantidade de água não é eficaz e ainda existe o risco da barragem ser rompimento por excesso de água; além disso, o manejo dos peixes é também difícil.

Os tanques se diferem por terem o fundo de alvenaria. Este tipo de instalação é viável para que se evite infiltração, porém, o custo para instalação é maior se comparado à baixa produtividade. A desvantagem é que o tanque sendo revestido de material artificial não possibilita a criação de micro-organismos que são essenciais para a alimentação dos peixes.

8- Processos de Criação de Peixes

O processo de criação de peixes é chamado de manejo, que é o conjunto de práticas e técnicas para o cultivo. Entre as etapas de manejo estão: a preparação dos viveiros, o processo de calagem  e a adubação dos viveiros.

O processo de adubação é realizado para que haja crescimento do plâncton e do fitoplâncton que servem de alimento para os peixes. A adubação pode ser orgânica, inorgânica e química e deve ser realizada após quinze dias da calagem.

Além dessas etapas, a criação de peixes tem ainda as etapas de transporte dos alevinos, o povoamento dos tanques, a alimentação dos peixes e a despesca. O processo de despesca é aquele pelo qual há a retirada dos peixes dos viveiros, quando estes atingem o tamanho e o peso ideais para comercialização.

O processo de acondicionamento e transporte dos alevinos é também muito importante. O transporte é feito em sacos plásticos que são cheios de ar ou podem ser transportados em fibras de amianto ou em tanques cobertos por lona em veículos.

9- Praticas de Manejo de Peixes

A rentabilidade do negócio, seu crescimento e expansão de vendas dependerão da produtividade e qualidade dos peixes. Por isso, as técnicas utilizadas são muito importantes e antes de começar a produzir, é necessário escolher o tipo de cultivo.

Cultivo extensivo – é aquele em que os peixes se agrupam em açudes, lagoas, represas e outros tipos hidrográficos e os produtores não controlam predadores.

Cultivo semi-intensivo – no cultivo intensivo é a alimentação que determina a criação dos peixes, pois nesse cultivo a quantidade de peixes é maior.

MonocuItivo – nesse tipo de cultivo são criados apenas uma espécie de peixe. Essa criação é propícia para locais onde não há várias espécies de alevinos.

Policultivo – nesse manejo se criam várias espécies de peixes e por isso, há maior aproveitamento de alimento natural.

Consórcio de criação de peixes com suínos – neste tipo de criação ocorre que as fezes obtidas na criação de suínos são transportadas para os viveiros de peixes e assim, a produção de suínos sustenta a produção de peixes. As fezes são alimento ou adubo orgânico para criação de alimentação natural para os peixes. Dessa forma, o produtor conseguirá rentabilidade com a criação de suínos e peixes.

Consórcio de aves e peixes – a exemplo do que acontece acima o esterco de aves é também uma possibilidade, e a vantagem é que o adubo de aves produz mais plâncton.

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3 COMENTÁRIOS

  1. gostei muito das dicas eu olhei as de criames de peixe e galinhas caipira as explicações sobre as duas sao muito boas da pra ter uma boa base anderson jose refatti de nova monte verde estado de mato grosso

  2. Consórcio de aves e peixes – a exemplo do que acontece acima o esterco de aves é também uma possibilidade, e a vantagem é que o adubo de aves produz mais plâncton.

    Conforme acima a matéria sugere o consórcio de aves com peixes. Em virtude ser proíbido se utilizar cama de frango em bovinos, gostaria saber se esse consórcio é permitido?

    Atenciosamente,

    Ildimar

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