Weliton Nascimento: desafios fazem parte da vida

Weliton Nascimento
Weliton Nascimento

O baiano Weliton Nascimento saiu da cidade de Ilhéus para vencer em São Paulo. Chegou, tímido, em 1986, para trabalhar como operário de obra numa pequena indústria de pré-moldados. Seria mais um numa multidão de pessoas que, em busca de um futuro melhor, saem de suas cidades de origem para tentar a vida em uma grande metrópole. Umas tentativas dão errado mas, no caso de Weliton, o destino conspirou a seu favor. Tanto, que hoje o ex-servente de pedreiro é empresário da área de Recursos Humanos e possui três graduações: Direito, Contabilidade e Administração.

Para chegar aonde chegou, Weliton agarrou com vontade as chances que a vida lhe deu. “Percebi minha oportunidade, quando o Departamento Pessoal da construtora precisou de um datilógrafo. Eu sabia ‘catar milho’, mas logo me candidatei e fui ficando. Daí comecei a aprender datilografia e as rotinas de recursos humanos”, conta.

Em busca de mais conhecimento para o trabalho que já realizava, Weliton foi parar no primeiro curso universitário. E uma coisa puxou a outra: em 1996 passou a recrutar e terceirizar mão de obra para o próprio patrão. Para isto, assumiu uma pequena empresa de consultoria em RH. O negócio deu tão certo que passou a atender outras pequenas construtoras. No ano seguinte, fundou a Arezza, que atualmente possui mais de sete mil colaboradores e 35 filiais espalhadas pelo Brasil.

A Arezza tornou-se um fenômeno empresarial, capaz de crescer em média mais de 20% ao ano. “Nossa empresa é reconhecida como exemplo de consultoria de RH, se destacando ao lado de outras, em um mercado no qual muitas não se firmam e quebram. Crescemos sem capital estrangeiro e com investimentos essenciais permanentes próprios”, garante o empreendedor. Diferenciais como pagamento dos direitos trabalhistas para diversas categorias, sede própria, aplicações financeiras, campanhas publicitárias e novas formas de gerenciamento fizeram da Arezza RH uma das melhores empresas do setor.

A vida em São Paulo trouxe sorte ao baiano. Nesses mais de 25 anos em que está na capital paulista, além de mergulhar no trabalho e nos estudos, Weliton também formou a sua família: é casado e tem dois filhos. Ao Novo Negócio, o empresário conta a sua história e fala de suas expectativas. Veja:

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Novo Negócio – Há mais de 25 anos você saiu da Bahia para tentar a vida em São Paulo. Pode-se dizer que de operário a empresário, o trabalho foi árduo. Como você vê esse período da sua vida?

Weliton Nascimento – É muito gratificante olhar para trás e ver que todo nosso esforço valeu a pena. Acho que o que mais me marcou nesse período da minha vida foi a perseverança, a vontade de vencer, de chegar na cidade grande e dar a volta por cima. Acho que com muito esforço e trabalho árduo é possível, sim, fazer a diferença.

Novo Negócio – Sua primeira oportunidade de crescimento profissional foi dentro primeira da empresa que trabalhou em São Paulo. Como foi esse começo?

Weliton Nascimento – De fato comecei como ajudante de pedreiro numa construtora aqui em São Paulo. Mas eu já tinha um curso de datilografia, que na época eu achava que era o máximo. Aí eu sempre falava para o mestre de obras, “olha se tiver uma oportunidade, deixa eu ir trabalhar no escritório, eu sei escrever à máquina.” Eu tanto repeti isso, que um dia ele me mandou levar uma correspondência do Departamento Pessoal, que ficava em outro local, diferente da obra. Eu fui e nunca mais voltei, porque chegando lá, empolguei-me com o ambiente executivo, pedi uma chance de mostrar meu valor e eles me deixaram ficar.

Novo Negócio – Essa chance te colocou de vez na estrada dos Recursos Humanos?

Weliton Nascimento – Com certeza! Naquela época ainda não havia Recursos Humanos. Era Departamento Pessoal mesmo, mas eu procurei conhecer todas as rotinas. Sempre me preocupei em me aprofundar em todos os temas, fiz cursos, me capacitei e, principalmente, procurei enxergar todas as oportunidades nos desafios que me eram propostos.

Novo Negócio – A Arezza foi consequência do seu aprendizado na empresa e nos cursos de graduação?

Weliton Nascimento – A Arezza é resultado não só do aprendizado naquela empresa especificamente ou das minhas graduações. A Arezza é fruto de planejamento, de visão de futuro e de estar no lugar certo na hora certa. Durante meu período na construtora, percebi que faltava profissionalismo no mercado de colocação de mão de obra temporária. Era muito difícil contratar profissionais qualificados diretamente, porque o core business daquela empresa era a edificação em si e não os recursos humanos. Então, ofereci aos meus patrões da época, montar uma pequena agência de contratação de operários para eles. Eles toparam e se tornaram meu primeiro cliente. Depois a coisa foi crescendo, tomando o rumo que chegamos agora com sete mil trabalhadores contratados, com carteira assinada, em várias empresas no Brasil inteiro.

Novo Negócio – Você possui três graduações. O que te motivou a estudar tanto?

Weliton Nascimento – Saber não ocupa lugar no espaço, não é? Sempre quis aprender. Graduei muito cedo e fui agregando competências ao meu ramo de atividade. Acredito na educação como um divisor de águas na economia brasileira. Todo brasileiro deveria ter oportunidades e vontade de aprender mais.

Novo Negócio – O que foi fundamental para o seu sucesso profissional?

Weliton Nascimento – Acreditar que sou capaz. Acreditar no meu trabalho, na minha honestidade, nos meus valores e na minha família. Cercar-me de pessoas competentes, honestas, que acreditam nas mesmas coisas que eu.

Novo Negócio – Ter um milhão de contratações no currículo não é uma façanha para qualquer consultoria. Qual é a fórmula para esse fenômeno?

Weliton Nascimento – Isso é apenas resultado de muito esforço, de muitas horas de atividade, de nos especializarmos em nosso nicho de mercado e provocar um efeito multiplicador, tanto nas áreas de construção civil, como no varejo e, mais recentemente, na área rural, do agronegócio. Já que não dá para ser bom em tudo, temos que ser competentes primeiramente em um segmento, depois reproduzir o modelo para outro e assim por diante.

Novo Negócio – Depois de muitos anos você resolveu criar uma divisão especializada em seleção para cargos de alta gerência e diretoria. Trabalhar com executivos é mais complicado? Requer mais cuidados?

Weliton Nascimento – É outro nicho de mercado. Tanto que a nossa divisão de executivos fica no World Trade Center. É algo mais refinado, outro padrão de clientela e de profissionais mais gabaritados. São públicos-alvos diferentes. Não há comparação entre eles, mas no fundo, são pessoas, são seres humanos, com necessidades e anseios semelhantes, cada um no seu universo paralelo.

Novo Negócio – Sua empresa está presente em diversas cidades brasileiras e também nos Estados Unidos. Há planos de expansão para outros lugares?

Weliton Nascimento – Com a crise mundial, este ano, é melhor investir no Brasil mesmo. Estamos avaliando os mercados globais com cautela. Não há planos imediatos de crescer fora País. Queremos sim, termos presença de Norte a Sul do Brasil e depois, quem sabe, no Mercosul.

Novo Negócio – Qual é o seu maior orgulho quando o assunto é Arezza?

Weliton Nascimento – A Arezza para mim é como um dos meus filhos. Como qualquer “pai coruja” nosso orgulho é ver nosso rebento crescer, se desenvolver e ter uma vida longa e saudável. Como se trata de empresa, podemos substituir o termo para sustentável. Meu orgulho é ter criado uma companhia dentro dos preceitos de sustentabilidade, ou seja, economicamente viável, socialmente responsável e ecologicamente correta.

Novo Negócio – Pessoalmente você se considera vitorioso? Aonde você ainda quer chegar?

Weliton Nascimento – Conquistamos novas vitórias todos os dias. Isso é inerente ao ser humano. Ninguém vive sem desafios. Enquanto tiver vida, saúde e disposição para a jornada de trabalho pretendo me aprimorar cada vez mais, ver meus filhinhos crescerem, se formarem, terem suas próprias famílias e construir uma empresa que deixe sua marca de longevidade e respeito no mercado.

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