Rita Poli: quase 15 anos de Big X-Picanha

Rita Poli
Rita Poli

Há quase 15 anos, quando Rita Poli resolveu empreender, queria impressionar um público seleto: a classe A. O atrativo? A carne de picanha combinada ao fast food. No entanto, o “produto nobre” acabou conquistando a todos e hoje tem na classe média o seu maior público consumidor.

Atualmente, a rede Big X-Picanha está em plena expansão e Rita tem planos de crescimento da marca de 20% até o fim de 2014. Uma meta e tanto. Para dar uma forcinha no objetivo, a marca lançou um novo formato de negócio: Big X Picanha Delivery. Com foco em cidades de até 200 mil habitantes e/ ou grande concentração de prédios comerciais e residenciais, o modelo delivery apresenta baixo custo para montagem e instalação rápida. “O valor médio do investimento é de R$200 mil e o empreendedor interessado pode escolher por operar apenas com sistema delivery ou uma unidade mista – com delivery e salão para atendimento no local”, explica Rita.

A primeira loja delivery será inaugurada ainda esse ano, mas o modelo já está sendo testado na lojas de São Paulo. Com isso, até 2017, Rita poli espera contabilizar 100 unidades em operação – hoje são 45 – com os três formatos disponíveis: restaurante, express e delivery.

Nessa conversa com o Novo Negócio, Rita Poli, que é formada em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e possui MBA e Franquias, fala sobre seus erros e acertos nessa trajetória de quase quinze anos e explica os atrativos da rede Big X-Picanha. Veja:

Novo Negócio – Você tem veia empreendedora nata ou isso foi se moldando com o tempo?
Rita Poli – Acredito que eu seja uma empreendedora nata; desde o início da minha carreira, mesmo trabalhando como colaboradora de empresas, sempre fui uma empreendedora. Sempre fui arrojada e persistente com meus objetivos e isso me levou a desenvolver meu próprio negócio. No entanto, ser apenas empreendedor não basta. A capacitação deve ser constante para que os negócios sejam sempre atualizados, revitalizados e com qualidade para crescer de forma sólida.

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Novo Negócio – Quando você pensou no Big X-Picanha, seu objetivo era atingir a classe A, mas não foi o que aconteceu. Onde você acha que errou?
Rita Poli – Nosso principal veículo de divulgação na época era direcionado para a massa e isso pode ter ‘taxado’ o negócio como voltado para todas as classes. Atualmente, com nossa grande presença em praças de alimentação de shoppings, atingimos todos os públicos.

Novo Negócio – Incrementar o cardápio foi uma boa ideia, ou o público ainda opta pelos carros-chefes?
Rita Poli – Hoje, os produtos diversificados representam 30% a mais no faturamento, mas os lanches continuam muito representativos em vendas. O faturamento das lojas aumentou, e o que percebemos foi a ampliação de público e não a substituição dos produtos escolhidos.

Novo Negócio – A marca procura sempre inovar: é a única que oferece escondidinho em praças de alimentação, trabalha com carne selecionada e, agora, quer acompanhar àqueles que buscam opções menos calóricas. Como é feito esse planejamento para a execução de mudanças?
Rita Poli – Nosso planejamento é feito no ano anterior ao exercício e revisado semestralmente para eventuais correções. Analisamos as tendências apontadas pelo setor de food service, pesquisas e solicitações da rede.

“O brasileiro tem uma veia empreendedora muito forte, porém a falta de planejamento, preparo e conhecimento para gerir com eficiência o negócio, é responsável pelo alto índice de mortalidade das empresas”.

Novo Negócio – Essas mudanças chegam com o objetivo de manter o consumidor leal interessado ou de trazer novos públicos?
Rita Poli – As duas coisas. Um dos nossos diferenciais é oferecer opções saborosas e atraentes para todos os consumidores. Queremos atender nosso público fiel com produtos diferenciados e também conquistar àqueles que buscam opções menos calóricas e nutritivas como as saladas e grelhados.

Novo Negócio – Outra mudança feita há pouco tempo foi em relação ao formato da franquia. Agora vocês têm a opção delivery? Por que apostar nas entregas?
Rita Poli – É um mercado em constante crescimento. Uma pesquisa feita pela empresa Toledo e Associados sobre hábitos alimentares indica que de 35 a 40% das despesas com alimentação são de pedidos retirados ou entregues pelo estabelecimento e consumido nos domicílios. O fator comodidade, falta de tempo e segurança são determinantes para esse crescimento. Esse novo modelo de negócio foi pensado para atender às cidades com mais de 200 mil habitantes e em bairros com grande concentração de prédios comerciais e/ou residenciais. Com baixo custo de montagem e rápida instalação, a manutenção de uma unidade com esse formato também é menor, possibilitando assim um crescimento rápido nesse mercado.

Novo Negócio – Quais são os principais pontos negativos para o empreendedorismo no Brasil?
Rita Poli – O brasileiro tem uma veia empreendedora muito forte, porém a falta de planejamento, preparo e conhecimento para gerir com eficiência o negócio, é responsável pelo alto índice de mortalidade das empresas. A falta de respaldo financeiro, avalição correta dos riscos e dificuldade em obter linhas de crédito, também são fatores relevantes.

Novo Negócio – A rede costuma contratar pessoas sem experiência, que buscam o primeiro emprego. Quais são as características essenciais para ser um funcionário da Big X-Picanha?
Rita Poli – Sem dúvida o segmento de alimentação é um dos mais procurados para quem está em busca do primeiro emprego. Buscamos pessoas comprometidas, que queiram se desenvolver profissionalmente e que se identifiquem com o segmento e atendimento ao público. Todo o treinamento é oferecido pela rede aos colaboradores.

Novo Negócio – Existe algum tipo de programa de desenvolvimento de talentos ou de retenção de mão-de-obra?
Rita Poli – O Big X Picanha oferece treinamento e reciclagem constante e campanhas de incentivo para os funcionários. Muitos de nossos funcionários que começaram nas lojas como atendentes, chapeiros ou caixa são gestores e consultores atualmente, por exemplo.

Novo Negócio – O que representa crescer 20% a mais que no ano anterior? É uma meta ousada para 2014?
Rita Poli – Hoje, nossa meta é inaugurar ao menos 15 unidades até dezembro e isso representa um crescimento de 20% contra 13% previsto para o setor de alimentação segundo a ABF. Até 2017 pretendemos atingir a marca de 100 unidades em operação. É uma meta ousada, mas factível. Nosso crescimento fora de São Paulo está no início, nos dando muitas possibilidades de expansão. Os novos formatos de negócios estão nos permitindo trabalhar com muita tranquilidade nossa expansão.

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