Paula Menezes aposta no crescimento com a cara do Brasil

Paula Menezes
Paula Menezes

O empreendedorismo, para Paula Menezes, chegou em curso natural. Ela costuma dizer que seus olhos brilharam de forma diferente quando a primeira oportunidade surgiu. Essa “primeira vez” foi com uma importadora de óculos mas desentendimentos societários começaram a surgir e a empresária preferiu deixar o negócio após três anos.

Foi aí que recebeu o convite de uma empresa de fotodepilação já consolidada na Europa. O objetivo da marca era entrar no Brasil e Paula seria responsável pela implantação de uma operação completa da franqueadora por aqui. “À época, me pareceu um bom negócio pois eu teria a oportunidade de atuar em todas as áreas da empresa”, conta.

Após dois anos como diretora de expansão da marca – muitos nãos na introdução de novas ideias – Paula decidiu dar um basta e partir para o seu próprio negócio. Assim nasceu a +Depil, rede especializada em depilação e onde a empresária pode colocar em prática tudo o que aprendeu e todos os projetos que precisou engavetar. Tem dado muito certo. Tanto, que no ano passado a empresária colocou no mercado a sua segunda rede: a +Olhar. Tudo com jeitinho bem brasileiro!

Além do lado empreendedor, Paula também é uma ativista da saúde e ajuda a divulgar, ao redor do mundo, informações sobre a Hipertensão Pulmonar. Sua mãe faleceu por causa da doença e pouco se fala sobre essa patologia. Atualmente, parte do seu tempo é à frente da Associação Brasileira de Hipertensão Pulmonar, onde é presidente.

Nesse bate papo com o Novo Negócio, Paula Menezes fala sobre os seus empreendimentos, o conceito store in store que utiliza em suas redes e suas expectativas para este ano:

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Novo Negócio – Quem é Paula Menezes? O que mais te motivou a empreender?
Paula Menezes –
Sempre tive uma mente inquieta, uma visão “macro” do mundo. Onde estou, observo os negócios, as pessoas, os comportamentos. Sempre soube que precisava de algo que desse asas à minha energia e à minha criatividade. Não posso dizer que houve uma motivação em especial, mas, sim, que foi algo natural. Quando a primeira oportunidade surgiu, meus olhos brilharam de forma diferente.

Novo Negócio – Você é formada em Direito. Utiliza alguma coisa dos bancos universitários no seu dia a dia?
Paula Menezes –
Sempre, desde a elaboração e revisão de contratos, a gestão dos funcionários, solução de pequenos problemas do dia a dia até o relacionamento com fornecedores. O Direito está presente em tudo que fazemos, e não seria diferente no empreendedorismo.

Novo Negócio – Seu primeiro negócio foi uma importadora de óculos. Por que não deu certo?
Paula Menezes –
Foi mais uma questão de desentendimento societário do que do negócio em si. Este mercado é muito difícil, sim, pois você tem que brigar diretamente com multinacionais, mas há um grande leque de oportunidades. Preferi deixar a empresa na mão do meu ex-sócio e sair do ramo, pois sabia que era capaz de atuar com a mesma dedicação em outro negócio.

Novo Negócio – Como surgiu a oportunidade de trazer uma marca de fotodepilação para o Brasil? Por que você encarou isso como um bom negócio?
Paula Menezes –
Quando deixei a minha importadora, fiquei alguns meses em “off”, pensando o quê iria fazer da vida. Era muito difícil ir para uma empresa me engessar em um cargo depois de três anos de um trabalho tão estimulante. Neste período, uma empresa da Europa do segmento estava procurando alguém para cuidar da expansão deles no Brasil. Após algumas conversas, por Skype e pessoalmente, passei um mês em Portugal entendendo todo o conceito. Ao voltar, passei a ocupar o cargo de Diretora de Expansão da empresa e iniciamos os trabalhos. À época, me pareceu um bom negócio pois eu implantaria no Brasil uma operação completa da rede, e teria a oportunidade de atuar em todas as áreas da empresa.

Novo Negócio – Que erros você viu acontecer na rede em que trabalhava e fez de tudo para que não se repetissem no seu empreendimento?
Paula Menezes –
O mercado no Brasil ainda tem muito espaço para crescer, pois há poucas redes estabelecidas e, àquele momento, não havia nenhuma rede 100% brasileira. A minha dificuldade era em verbalizar para os gestores que precisávamos adaptar o conceito para conseguirmos despontar no mercado: ter um layout “tropical”, unir serviços tipicamente brasileiros (depilação a cera e manicure), ter uma flexibilidade maior nas demandas, “mimar” mais o cliente. No entanto, como eles tinham uma rede consolidada na Europa, achavam que era apenas trazer o mesmo modelo para cá que faria sucesso. Não era o que estava acontecendo e eu comecei a me desmotivar. Nem água eles queriam disponibilizar para os clientes! Foi um parto convencê-los de que temos que ter filtro de água nas clínicas, e não que é dever do cliente andar com a sua garrafinha. Diante de tudo isso, resolvi criar a minha própria marca, +depil, uma rede 100% brasileira, que converge com todos os ajustes que eu sempre sugeri a eles.

“Sempre busco estimular o trabalho em equipe: em geral, todos ganham sobre o nosso sucesso. Não gosto que cada um fique no seu mundo desesperado para fazer o melhor, bater a meta. Quero que todos estejam sempre colaborando. A meritocracia aqui é muito tangível. Acho que isso motiva e norteia melhor as pessoas”.

Novo Negócio – São dois anos a frente da Mais Depil e você está sempre de olho no mercado. Tanto que em 2014 lançou a Mais Olhar, voltada para o embelezamento de cílios e sobrancelhas e que pode ser aberta dentro da Mais Depil. De que forma o conceito store in store pode aumentar suas vendas e a visibilidade da marca?
Paula Menezes –
Atualmente, o que mais falta na nossa vida é tempo. Quando encontramos locais com bons profissionais, tendemos a querer poupar tempo e fazer tudo ali mesmo. O mercado de embelezamento do olhar está muito aquecido, e vimos nesta área uma oportunidade para crescer. Temos o cuidado de não aumentar tanto o mix de serviços, senão vira bagunça. Tem rede que tem DEPIL no nome (ou seja, supostamente focada em depilação), mas que vende drenagem, limpeza de pele etc. Não cria identidade da marca. O consumidor não consegue fazer a ligação do nome ao produto. Podíamos simplesmente agregar os serviços à +depil, mas preferimos criar a +olhar, para expor dois conceitos ao mercado. Na +depil, vendemos necessidade: depilação e manicure. Ambos os serviços hoje são imprescindíveis na vida de uma brasileira. Na +olhar, vendemos especialidade: não entregamos a nossa “vitrine da alma” a qualquer pessoa, senão um especialista nisso.

Novo Negócio – Você acredita que o conceito store in store já virou uma tendência ou ainda é cedo para rotular?
Paula Menezes –
Já virou tendência, mas poucos entenderam do quê se trata. Não significa apenas colocar um monte de marca junta, ou um mix enorme de serviços. É preciso que as marcas conversem entre si, desde a identidade visual até o preço e conceito.

Novo Negócio – Existe algum ponto negativo sobre a adoção desse modelo?
Paula Menezes –
Acho que haverá ponto negativo se mal trabalhado e se houver mais de duas marcas. Vejo redes desesperadas em vender, querendo praticamente fazer um shopping com o franqueado. O consumidor se perde no meio de tanta informação, logotipia diferente, fachada etc. Também é preciso haver um equilíbrio entre os preços dos serviços e o discurso de venda. Por exemplo: há que se orientar à gerente da unidade a vender todos os serviços. É muito cômodo sempre vender o “mais fácil”, mas temos que ter consciência de que cada serviço e cada marca tem que ter o seu faturamento, senão não faz sentido unir vários conceitos.

Novo Negócio – Qual é o seu perfil de liderança?
Paula Menezes –
Talvez seja mais fácil perguntar aos meus funcionários! Tento ter o melhor ambiente de trabalho possível e ser muito transparente. Todos sabem quando desaprovo algo ou quando preciso da ajuda deles. Não há clima de mistério aqui. Sempre busco estimular o trabalho em equipe: em geral, todos ganham sobre o nosso sucesso. Não gosto que cada um fique no seu mundo desesperado para fazer o melhor, bater a meta. Quero que todos estejam sempre colaborando. A meritocracia aqui é muito tangível. Acho que isso motiva e norteia melhor as pessoas.

Novo Negócio – Entre suas principais características, quais você não deixa de lado no trabalho?
Paula Menezes –
Sou muito sensata e atrevida. Tenho a frieza de me distanciar de um fato para analisá-lo com calma e tomar uma medida (seja com problemas internos ou externos). Também não recuo diante dos grandes players do mercado de franchising. Onde tenho uma oportunidade, mostro o meu negócio e falo com orgulho dele, pois acredito no que faço.

Novo Negócio – Quais são suas expectativas para as suas redes em curto prazo?
Paula Menezes –
As perspectivas econômicas demonstram que o setor de franquias, no que se refere à abertura de novas franquias, irá crescer 10% este ano. É um número acima do crescimento econômico previsto pelo Governo. Ou seja, continuamos crescendo mais do que outras atividades. No curto prazo, queremos dobrar a nossa rede de tamanho.

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Independente do tipo de negócio que você deseja montar é muito importante fazer um planejamento. Estude em livros, contrate uma consultoria, use o Kit Como Abrir Um Negócio, enfim, escolha a opção que mais lhe agrada, apenas NÃO ARRISQUE suas economias e o bem-estar da sua família em um chute!


 

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