Eduardo Pacheco: método diferente para idiomas

Eduardo Pacheco
Eduardo Pacheco

Sob pilares sólidos, “pautados pela disciplina e por fé em Deus”, Eduardo Pacheco vai, desde 1996, construindo o seu negócio. A sua escola, a Park Idiomas, já recebeu o Selo de Excelência da Associação Brasileira de Franchising por diversas vezes. Prova de que o empreendimento está no caminho certo.

O método diferenciado, baseado na forma como os seres humanos aprendem a falar quando bebês, faz com que a Park ganhe mercado. Por lá, primeiro o aluno ouve e forma grande vocabulário para fazer combinações e formar frases e, somente depois, aprendem a ler e escrever. A psicologia transacional também foi utilizada para a criação do método, onde o prazer e o incentivo para o estudo são as principais ferramentas.

Com a aprovação de 98% dos alunos, a escola tinha tudo para crescer rapidamente mas Eduardo é o tipo de empreendedor prudente. Prefere não apostar numa expansão agressiva e prima pela qualidade. “Atribuo nosso sucesso ao fato de lidarmos com qualidade como sendo inegociável. Qualidade do Método Park de Ensino de Línguas, qualidade dos nossos processos de captação de alunos, qualidade dos processos financeiros, qualidade dos processos de gestão pedagógica, enfim, qualidade em tudo que fazemos e que resulta na satisfação das necessidades do nosso cliente final”, salienta.

A paixão de Eduardo pelo inglês já tem mais de duas décadas. Aos 19 anos, após tentar por três anos consecutivos, ele ganhou uma bolsa de estudos e partiu para os Estados Unidos. A partir disso sua vida teve uma mudança radical. Hoje, formado em Economia, o empresário de 41 anos, atribui o seu sucesso a uma receita simples: obstinação por crescimento, paixão pelo que faz e coragem para assumir riscos.

Nesse bate papo com o Novo Negócio, Eduardo Pacheco fala sobre sua trajetória, sua veia empreendedora e as estratégias de crescimento da Park Idiomas, incluindo o método de ensino diferenciado e a expansão espiral. Confira:

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Novo Negócio – Seu pai tinha um comércio. Você acha que vem dele a sua “genética” empreendedora?
Eduardo Pacheco – Empreendedorismo, ou seja, a capacidade de assumir a responsabilidade de fazer, tem suas raízes na necessidade que alguém tem de realizar. Se eu tivesse nascido em berço de ouro, poderia ter me transformado em um bom investidor, mas dificilmente em um empreendedor. Realizar dá um trabalho enorme e, assim, geralmente é objeto de quem tem muito a fazer para melhorar de vida. O investidor se torna empresário, mas só coloca o capital para trabalhar por ele. Acho que o fato do meu pai ter sido um pequeno empreendedor, me ajudou a entender que não é preciso ter medo de investir, assumindo riscos, quando você tem a capacidade de realizar. Assim, eu diria que meu pai fundamenta meu lado empreendedor porque aprendi com ele que não faz o menor sentido ter medo de investir por medo de perder já que tenho comigo a capacidade de realizar e de buscar disciplinadamente, a todo tempo, o conhecimento.

Novo Negócio – Como você foi parar nos Estados Unidos?
Eduardo Pacheco – Quando tinha 14 anos de idade, já sabia que eu precisava me manter com habilidades raras porque percebia que aqueles que detinham habilidades raras ganhavam mais. Então, decidi que a experiência de fazer faculdade no exterior poderia ser o início de um processo de diferenciação. Na época, pagar por uma faculdade nos EUA era algo impossível para mim, então descobri que a Middle Georgia State College, então Middle Georgia College, oferecia, anualmente, seis bolsas para alunos estrangeiros. Eu me candidatei a uma delas. Tentei por três anos e, no 3° ano, após fazer provas de matemática, inglês e depois de insistir pela realização de uma entrevista pessoal, consegui uma delas.

Novo Negócio – Que sensação você teve quando se viu, sozinho, em um país diferente? Como foi se virar nos EUA?
Eduardo Pacheco – Na verdade, a sensação foi sempre boa, mesmo nas horas em que me encontrava sozinho e enfrentando algum tipo de dificuldade. A vida nos trás desafios e eu os enxergo com sendo oportunidades. Acho que é justamente a experiência de viver todos esses sentimentos de maneira mais profunda que faz com que a vida se torne realmente enriquecedora. Então, acho que aprendi a enfrentar esses momentos com serenidade e por isso nunca os vi como sendo aterrorizadores.

“O empreendedor se define por sua capacidade de agir transformando a realidade. De fato, o processo de transformação de qualquer coisa requer muita energia. Sem energia, a gente não tem nada”.

Novo Negócio – Por que você optou por ter uma escola de inglês com método de ensino diferenciado?
Eduardo Pacheco – Todas as vezes que alguém busca fazer algum tipo de investimento, faz-se, então, uma análise macroeconômica e depois outra análise microeconômica. Macroeconomicamente falando, quando analisa-se o mercado de idiomas no Brasil, percebe-se que esse é um mercado que ainda vai crescer muito. Em países desenvolvidos, onde a classe média representa grande parte da população, de cinco a sete porcento das pessoas estudam inglês em escolas de idiomas. No Japão, por exemplo, 7% das pessoas estudam inglês em escolas de idiomas. No Brasil, somente 2,5% da população estuda inglês em escolas de idiomas. A medida em que o poder aquisitivo da população brasileira aumenta o tamanho do mercado também aumenta. O mercado brasileiro de idiomas deve duplicar de tamanho até que uma consolidação mercadológica comece a acontecer. Além disso, dá para ficar tranquilo quando você percebe que as pessoas sempre vão precisar se comunicar e, assim, sempre precisarão aprender a falar línguas. A análise macroeconômica sempre apontou para a viabilidade de se construir uma nova marca no segmento de idiomas. Microeconomicamente falando, é importante salientar que não adianta ter mercado quando você não resolve o problema desse mercado. Assim, precisávamos construir algo que realmente fizesse a diferença na vida das pessoas. Por isso, nos dedicamos a entender porque somente 5% dos alunos que estudavam inglês em escolas de idiomas aprendiam realmente a falar. A partir do entendimento profundo das razões para essa ineficácia pedagógica, desenvolvemos o Método Park de Ensino de Línguas, o qual é exclusivo e isso nos dá uma vantagem competitiva de longo prazo excepcional, o que é outro fundamento das empresas que nascem para durar. Quando vimos que tínhamos um mercado crescente e um produto especial, decidimos que valia a pena desenvolver um modelo de negócios vencedor para a construção de uma grande Marca em todo território nacional, inicialmente, mas sempre com a visão de expansão global.

Novo Negócio – Esse método é a cereja do bolo do seu negócio? Para dar certo é preciso um quê de inovação?
Eduardo Pacheco – Sem dúvidas que o Método Park é a inovação que garante o sucesso da rede Park Idiomas. Os números comprovam isso: 98% dos alunos aprovam o Método Park. Temos efetivamente um Método Pedagógico e não somente um material didático para apoio a aula preparada pelo professor, que é o que normalmente as escolas oferecem. Com o Método Park, temos condições de garantir que o aluno fale durante todo o tempo da aula com vocabulário e estruturas novos em cada aula e com a certeza de que aquilo que foi aprendido na aula anterior seja realmente reutilizado na aula atual. Assim, o Método Park é menos dependente da eficácia do professor em preparar uma aula eficaz. A vida deste fica muito mais facilitada. Além disso, por termos um Método, ou seja, processos pedagógicos de incremento de vocabulário e estruturas da língua inglesa, temos também condições de implementar processos de gestão do desenvolvimento dos alunos, ou seja, controlamos efetivamente a qualidade pedagógica o treinamento do aluno pois podemos medir a quantidade de palavras e estruturas novas que foram realmente adquiridas em cada aula e, a partir daí, traçamos o paralelo entre número esperado e atingido e podemos traçar ações corretivas para que 100% dos alunos realmente atinjam o objetivo de falar inglês fluentemente, rapidamente e através de aulas prazerosas. O Método Park é realmente surpreendente. Só experimentando para ver que o que digo é realmente verdade e pode ser matematicamente comprovado. Quanto a inovação eficaz que atende exatamente às expectativas dos consumidores, sem ela, é impossível adentrar em um mercado que já apresenta grandes marcas. A inovação é uma quebra de paradigma e quando isso acontece tudo volta a estaca “zero”. É como se o jogo começasse novamente e, então, existe a chance de um novo “Davi” destruir um “Golias.”

Novo Negócio – Vocês optaram por uma expansão espiral. Conte um pouco sobre essa estratégia.
Eduardo Pacheco – Várias razões nos fizeram optar pela expansão em espiral. Primeiramente, com a expansão espiral, achamos que agimos de maneira mais honesta com a rede de franqueados. A cada unidade nova instalada na região de atuação de uma unidade existente, os investimentos em propaganda e publicidade daquele primeiro franqueado passa a ser compartilhado com os novos franqueados. Com isso, aumentamos a força da marca nessa dada região. Em segundo lugar, a margem de lucro de cada franqueado é incrementada quando vários custos operacionais podem ser compartilhados com os franqueados de uma dada região. E em terceiro lugar, podemos garantir um apoio mais estruturado e mais presente porque a distância geográfica entre as unidades facilita o apoio.

Novo Negócio – Um dos atrativos da rede é o faturamento para o franqueado. Como conseguem uma porcentagem tão expressiva?
Eduardo Pacheco Sem dúvida alguma a rentabilidade que o franqueado Park Idiomas tem é realmente atrativa. Com 300 alunos, ele tem 30% de margem de lucro, o que é espetacular. O modelo de negócios da Park é extremamente inteligente. O franqueado Park Idiomas foca 100% de seu tempo na realização e gestão dos processos de captação de alunos e de qualidade de ensino. Todos os outros processos são terceirizados. Assim, ganhamos em eficácia e produtividade. Por exemplo, todos os processos financeiros ficam por conta da Gama Financial Services, assim, o franqueado não se relaciona financeiramente com o aluno. Existe uma empresa terceirizada que atua com profissionalismo e entrega para a rede Park uma inadimplência de 2% apenas. Veja que nesse segmento a inadimplência atinge incríveis 25%. Ou seja, somos 1000% mais eficazes que a média de mercado. É uma diferença incrível. Na verdade, existe dentro da Park Idiomas uma cultura de inovação, sob todos os aspectos, pedagógicos, de gestão, etc., que garante ao franqueado uma rentabilidade maior.

Novo Negócio – Apesar de não ser uma rede grande e não ter optado até agora por uma expansão agressiva, vocês conquistaram várias vezes o Selo de Excelência da Associação Brasileira de Franchising. A que você atribui esse reconhecimento e como se sente diante dele?
Eduardo Pacheco – O reconhecimento das associações são sempre muito bem-vindos. No entanto, o grande reconhecimento vem do mercado. A Park Idiomas cresce mesmo em momentos de dificuldade econômica e isso significa que os fundamentos de nosso negócio são vencedores. Atribuo nosso sucesso ao fato de lidarmos com qualidade como sendo inegociável. Qualidade do Método Park de Ensino de Línguas, qualidade dos nossos processos de captação de alunos, qualidade dos processos financeiros, qualidade dos processos de gestão pedagógica, enfim, qualidade em tudo que fazemos e que resulta na satisfação das necessidades do nosso cliente final, o aluno Park, o qual quer e precisa falar inglês com autoconfiança, rapidamente e através de um processo prazeroso.

Novo Negócio – Hoje, olhando a sua trajetória, quais são as palavras que te definem enquanto empreendedor?
Eduardo Pacheco – O empreendedor se define por sua capacidade de agir transformando a realidade. De fato, o processo de transformação de qualquer coisa requer muita energia. Sem energia, a gente não tem nada. Diante disso, acho que três itens me definem enquanto empreendedor: Obstinação por crescimento, paixão pelo que faço e coragem para assumir riscos. No entanto, não posso deixar de dizer que duas palavras alicerçam tudo que faço dentro e fora da esfera profissional. Primeiramente, disciplina, porque essa é a sabedoria soberana que define quão longe e quando vou chegar. E em segundo lugar, Fé em Deus, porque ela define meus valores e limitam minhas ações me ajudando a agir dentro de parâmetros de respeito ao próximo. Assim, dentro dos meus limites, faço sempre o meu melhor e busco sempre fazer com o outro somente aquilo que gostaria que fizessem comigo.

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