Bruno Perin quer inspirar cada vez mais pessoas

Bruno Perin
Bruno Perin

Bruno Perin vem de Santa Maria, cidade gaúcha a 290 quilômetros da capital e considerada a quinta mais populosa do estado. Mas ficou pequena para ele. Ainda na faculdade e com a cabeça fervilhando de ideias, Perin sentiu necessidade de promover e estimular atitudes empreendedoras mais conscientes e ousadas entre os jovens de todo o país.

Em julho de 2012, ele arregaçou as mangas e colocou no mercado a Será Que Tá Certo?, empresa que convida a geração Y a uma reflexão sobre suas próprias atitudes em relação a empreendimentos e desenvolvimento de suas próprias cidades.

O projeto conta com ferramentas online de divulgação de ações e tem seu pilar no YouTube com depoimentos, dicas e conselhos de profissionais com experiência e sucesso no mercado, além de um blog, uma fan page no Facebook e Twitter, para divulgar os vídeos e gerar discussões e debates entre os participantes do manifesto e do público em geral.

Seu projeto reúne diversos empresários que desejam passar suas experiências para quem está começando. O movimento traz apoio de grandes nomes, como: Alex Born, considerado o pai do neuromarketing e um dos mais experientes e requisitados conferencistas da atualidade; Amália Sina, considerada uma das executivas mais bem sucedidas da sua geração; Jorges Nahas, fundador do O Melhor Da Vida, Indio Brasileiro, dono do Gupo IB, ajudou a fundar o UOL.

Com formação em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Santa Maria e com estudos aprofundados em neuromarketing, marketing experience e marketing de relacionamento, Perin queria ser referência no Brasil até os 30 anos. O reconhecimento chegou aos 25. Nada mal. Agora ele quer conquistar o mundo.

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Nesse bate papo com o Novo Negócio, Bruno Perin fala sobre o Será Que Tá Certo?, divide experiências e dá dicas para a geração Y chegar longe. Veja:

Novo Negócio – De onde vem a sua paixão pelo marketing?

Bruno Perin – Desde muito pequeno eu sempre era a pessoa que gostava de convencer os outros, criava algo para todos se envolverem, tinha muita persuasão, mas não sabia que isso era do marketing. Quando ingressei na faculdade de administração, me envolvi com diversas atividades extracurriculares e sempre acabava nessa parte de vender, como vender, para quem, como chamar mais a atenção, como entenderem o que as pessoas queriam como trazer mais empresas para fazer junto e etc. Foi, no dia que tive o primeiro contato com a teoria do marketing, e eu notei: “Opa, quer dizer que isso que sei fazer bem e estão sempre me convidando para fazer é então marketing” – foi amor à primeira vista… Ler sobre marketing, estudar e trabalhar sempre foi a minha diversão. Então, foi que tomei a decisão do meu grande objetivo – ser uma das referências mundiais em marketing até os 35 anos. A ideia era ser reconhecido no Brasil como um dos grandes nomes, como revelação até os 30, mas com muito trabalho, consegui aos 25. Porém, sei que a questão mundial requer ainda mais empenho, trabalho, criatividade… Mas estou cada dia mais empolgado nessa busca.

Novo Negócio – Como surgiu a ideia do Será que tá certo?

Bruno Perin – Muitas universidades vinham me procurando, preocupadas com a competitividade dos seus alunos, de como poucos estavam indo para o mercado. E me pediram uma palestra sobre esse tema, como se destacar no mercado, como lidar com ele, o que é preciso, mostrar a realidade do universo profissional para estes jovens. Após a palestra, uma mulher (Inae Ramos – cofundadora do Será Que Tá Certo) veio me procurar, e disse que estava frustrada, ela achava que era um grande talento, mas depois da palestra percebeu que estava despreparada para o mercado, então me comentou que milhões de jovens deveriam estar na mesma situação, e me questionou: “porque você não coloca no Youtube essas suas dicas?”. Eu comecei a perguntar a algumas pessoas da minha rede de contatos de bastante sucesso no mercado, que dicas eu poderia dar, e a maioria acabava dizendo se poderia também fazer alguns vídeos para dar dicas. Foi quando percebemos que se tratava de um movimento, em que pessoas de sucesso queriam se comunicar também com esses jovens, queriam mostrar a realidade, contar como a geração y deveria se preparar para o mercado, cuidados que deveriam ter e etc. Desta forma surgiu o canal, que já no seu nome mostra a que veio fazer os jovens se questionar sobre suas atitudes. Pois, se nós fizéssemos vídeos diretos para eles mudarem, muitos ficariam na defensiva. Logo, pensamos em ir de outra maneira, nós instigamos o questionamento, eles analisem as suas atitudes, situação, vontades e desejos. Assim, esperamos que com esta autoanalise e choque, eles tenham atitude e evoluam sempre para melhor.

Novo Negócio – O que você pretende com esse movimento? Qual a grande contribuição para os jovens?

Bruno Perin – Com o movimento pretendo que os jovens comecem a tomar mais atitudes, se preparem melhor para o mercado, empreendam mais e façam além daquilo que todos esperam grandes mudanças. Essa geração y, já está mudando muita coisa no mercado, mas pode muito mais, e essa é a ideia inspirá-los e dar as dicas para que saibam como fazer. Sobre a contribuição para os jovens: a primeira e essencial é levar a pratica e os atalhos aos jovens, instigando-os a se questionarem. Grande parte dos professores hoje são mais teóricos e isso é ótimo e necessário para dar uma base, mas não é suficiente para o mercado. A prática também é fundamental. Então, devemos analisar a pratica não tem sido ensinada em grande parte das salas de aula. Portanto o Será Que Tá Certo vem bem nesse ponto, grandes profissionais, referência, contam o que esses jovens realmente vão encontrar no mercado, o que eles precisam saber o que vai acontecer, algo que até então é muito difícil de eles encontrarem, a não ser trabalhando. Mas imagine saber de quem tem muito sucesso? O jovem pode aprender muito na faculdade, mas vendo o canal, ele vai saber que muitas teorias na pratica não funcionam. O exemplo clássico é de um jovem que veio me procurar, havia tido uma ideia incrível para a internet, e não sabia o que fazer, foi procurar seus professores e amigos, todos indicaram que estudasse empreendedorismo e fizesse um plano de negócios. Ele, apaixonado pelo negócio, se dedicou corpo e alma, um ano, para montar tudo e pesquisar o que precisava, e quando estava pronto, foi lançar o negócio. Que nasceu morto! Já tinha passado o timing, não deu nem pra iniciar. É obvio: nada na internet se planeja muito, segundo o ex-diretor de marketing da netshoes. Não importa o quanto ele invista, jamais vai acertar o que vai acontecer daqui a seis meses, nem dois meses ele se arriscaria. A única certeza é que tudo vai ser diferente. Então analise. O jovem perdeu um ano de energia, tempo e dinheiro, sem contar as desilusões do que aconteceu. Agora se ele tivesse esse conhecimento das pessoas que estão tendo excelentes resultados na internet, hoje poderíamos ter uma startup muito forte no mercado e um novo empreendedor, mas não temos, ele continua apenas estudante. O SQTC também trabalha nas demais áreas que afetam o lado profissional, como emoções, sonhos, família, amigos, relacionamento e tudo mais. A ideia é mostrar na pratica como as pessoas de sucesso lidaram com as mais diversas situações em suas vidas, para que esses jovens tenham bons exemplos para se espelhar. Além deste conhecimento, a geração Y gosta de saber que aquele problema momentâneo, não é só dele, uma pessoa conhecida também passou por isso. Essa situação dá muita força para o jovem. O segundo grande auxilio que notamos a pouco é a importância de inspiração do próprio SQTC. Os jovens quando veem outros jovens, criarem uma startup, alcançando muito sucesso reconhecimento, recebe um animo a mais e acabam pensando – “nossa eu também posso”. E nós queremos passar isso – Vocês também podem! Nós queremos que eles façam também, estamos aqui para ajudar tanto com os vídeos, quanto com nossa própria experiência em Startups. Isto é incrível, pois eles recebem um gás de inspiração imenso e quem estava em duvida se estava na hora ou não, vai pra cima e toma atitude. Outros querem levar essas ideias a seus amigos. Acontecem tantas ações próximas de nós para despertar o empreendedorismo que é inacreditável. Isso é emocionante.

Novo Negócio – Como foi o seu encontro inicial com Alex Born, considerado o “Pai do Neuromarketing”?

Bruno Perin – Meu primeiro grande bate papo com o Alex, presencial foi incrível, nós tínhamos trocado diversos e-mails debatendo sobre o Neuromarketing, e eu consegui convencer uma empresa a levá-lo para minha cidade natal. Eu fui à palestra, conversamos pouco, e marcamos de jantar no outro dia, que estaria mais tranquilo. No dia do jantar, ele me deu um choque de realidade, sobre tudo que eu pensava, e como deveria atuar, e o nível profissional que eu estava – fiquei atordoado. Mas, era tudo aquilo que eu precisava, e ele sabia disso. O Alex é o meu grande mentor.

Novo Negócio – O que você considera “visão prática dos novos desafios”?

Bruno Perin – Considero uma das habilidades mais importantes nos empreendedores. Hoje o mundo é cheio de ideias, em cada canto, esquina, conversa de bar, saem milhões de ideias, novos negócios e sonhos. Mas no outro dia, no dia da verdadeira mágica, de levar para a prática, de começar a fazer acontecer é que só os verdadeiros empreendedores ficam e seguem. Essas pessoas normalmente enxergam as oportunidades, os novos desafios e visualizam como fazer acontecer, analisam tudo que é necessário na prática e vão pra cima. São um grande diferencial de mercado, as pessoas que tem essa competência.

Novo Negócio – Como é a adesão dos empresários?

Bruno Perin – Os empresários são os mais empolgados, grande parte deles, quer muito se comunicar com os jovens, querem contar: o que é o mercado, como funciona, como essa geração deve se preparar. Eles sabem que isso fará uma diferença brutal no trabalho deles e no futuro do Brasil, sem falar que é uma característica nata do ser humano transmitir seu conhecimento, quase todos gostam muito de fazer isso. De acordo, a estes fatores apresentados, os empresários gostam tanto que sempre acabam até indicando outros profissionais de sucesso que deveriam fazer parte também. Hoje, são tantas indicações, que estamos com vários convites ainda pendentes de envio.

Novo Negócio – Você se formou recentemente, então teve todo um contato muito próximo com o ambiente acadêmico. Isso te credencia bastante para falar de incentivo dentro das universidades? Particularmente você foi incentivado dentro da sua?

Bruno Perin – Acredito que o incentivo que recebi dos meus professores foi importantíssimo na minha carreira. Eu nunca fui um aluno normal, e meus professores souberam lidar com isso. Eles sabiam que quando eu criava algo, isso ia acontecer, e sempre me apoiavam. Quando comecei a sonhar mais alto e me dedicar muito mais, eles sempre se mostraram solícitos e incentivadores acham que isso é muito importante, pois você é jovem e já tem muitas pressões externas e até cobranças internas, tudo que vem para agregar a impulsionar a busca dos sonhos, vem bem. O que me credencia a falar bastante sobre o incentivo nas universidades é conhecer muitas delas, é estar em contato com alunos e professores do país todo, quase todo o dia. É ver o que eles passam o que é comum em todas as regiões, o que não é. Acho muito agradável e inspirador ser procurado pela geração Y para auxilia-los em todas essas suas dúvidas, e também pelos professores. Agora muitos empresários, entidades e órgãos públicos têm me procurado para falar sobre esse incentivo aos universitários, diversas ações positivas e com alto retorno para os acadêmicos têm acontecido. Isso é ótimo, acredito que é por isso o apelido de evangelista da geração Y/Z que recebi de alguns empresários e pessoas da imprensa.

Novo Negócio – Quais são suas expectativas para o futuro desse projeto?

Bruno Perin – É fomentar mais o seu lado Startup, é fato em todo e qualquer lugar do mundo, que para fazer funcionar é preciso de dinheiro, não importa se é uma ONG, entidade, para funcionar é preciso de capital. Minhas expectativas é fazer o negócio girar, e com o capital fomentar a economia, com novos empregos e fomentar diversos novos negócios, inovar na maneira de gerir um negócio. Queremos ser a grande empresa da geração Y no Brasil, que a guie a alcançar os seus objetivos.

Novo Negócio – Se você não fosse o idealizador do projeto e fosse tirar proveito dele, o faria de que forma?

Bruno Perin – Pergunta difícil, acho tirar proveito um pouco pesado, mas todos envolvidos se beneficiam com o SQTC. Na forma profissional, todos os integrantes ganham grande visibilidade e podem atrair o interesse dos jovens, para trabalhar com eles, consumir seus produtos ou disseminar suas ideias, então deste lado às pessoas que fazem os vídeos se beneficiam. E com o conhecimento gerado, pelo SQTC, todos se beneficiam. Mas, mesmo não sendo um dos idealizadores – junto com a Inae Ramos – eu aproveitaria expondo minhas ideias e sendo um dos integrantes.

Novo Negócio – Em relação à geração X, quais são as vantagens da geração Y?

Bruno Perin – A geração Y é muito intensa, quer tudo para ontem, então coloca uma energia incrível no trabalho, ela consegue alcançar diversos objetivos rapidamente e simultaneamente.  A Y é muito dinâmica, pode fazer muitas atividades ao mesmo tempo, além de movimentar a mídia de forma rápida e eficiente, assim ela consegue impactar e fazer uma ação virar uma causa muito mais rápido do que as outras gerações. Ela é mais flexível e consegue questionar mais velhos hábitos, como um dos maiores exemplos do momento é o empreendedorismo. A taxa de jovens criando novos negócios é imensa, o que os X, muitas vezes pensavam em adquirir experiência e depois criar um negócio, o que pouco acontece, mais mesmo por necessidade, os Y já saem querendo abrir agora, aprendendo na marra. Mas isso não quer dizer que antes não acontecia, apenas que hoje acontece com muito mais frequência. Os Y também estão com uma preocupação maior com o meio ambiente, é muito comum eles estarem sempre envolvidos ou criando algo nesse sentido.

Novo Negócio – E quais são os maiores pecados desses novos profissionais?

Bruno Perin – Ela se dispersa e perde o interesse e disposição em uma velocidade muito rápida, isso acontece quando ele nota que vai demorar um pouco mais para conseguir algo que tanto deseja como, por exemplo, uma promoção, um aumento no salário ou qualquer objetivo que busque. A geração Y é também mais desprendida à cultura e à fidelidade da organização. Trocar de emprego por 50 reais a mais no salário é bastante comum, pois esses profissionais querem conquistar tudo mais rápido. Para isso, as oportunidades são aceitas e os laços com suas empresas atuais, são rompidos sem preocupação alguma. Ao mesmo tempo em que impactam e conseguem transformar causas muito rapidamente e fazer mudanças, nem sempre é para o bem, às vezes uma ideia errada, com jovens impactantes pode causa muitos problemas, e o motivo disso é que ela normalmente é superficial em suas analises, um texto de duas paginas já faz com que ele tome opinião sobre algo que deveria ser pesquisa mais detalhadamente e com mais profundidade.

Novo Negócio – Você acha que os jovens estão ambiciosos de forma errada? Isso gera atitudes inconsequentes em busca do sucesso?

Bruno Perin – Acho que eles estão um pouco ludibriados com os casos de sucesso. É muito mais comum hoje, um jovem se destacar e conseguir reconhecimento, vários jovens estão empreendendo e tendo sucesso, e a mídia mostra muito bem isso, o que é ótimo. O problema está que, grande parte dos jovens acha que não é tão difícil, e quando começam a perseguir os mesmos caminhos destes jovens sucessos, notam que é bastante árduo, e se revoltam, querendo que seja mais fácil. Neste momento começam as atitudes inconsequentes, por que eles veem o tempo passando, veem na internet o tempo todo, tantos casos de sucesso jovem e se pressionam. Querer ter seus bens e as experiências que as pessoas que tem sucesso profissional, é bastante comum, a ansiedade é imensa, e com essa facilidade da comunicação esse jovem pode ver facilmente o que os outros conquistam, sua ambição daquilo que ele também pode, cresce. Porém, é bastante difícil ter uma inteligência emocional apurada nessa idade para saber analisar que ainda não está na sua hora de estar se destacando, ainda não está pronto, ou nem é o tipo de pessoa que quer isso. Isso causa um conflito gigante na mente destes jovens.  Acho que a ambição deles, na maioria dos casos, tem sido ótima, pois, isso acaba por impulsionar diversas mudanças e inovações como nunca aconteceu em tamanha quantidade. O problema é só a pressa devida pela pressão imposta por eles mesmos. O que consequentemente acarreta em más decisões.

Novo Negócio – Você costuma dizer que um dos principais problemas dos jovens é a ansiedade. Você se considera ansioso?

Bruno Perin – Sim, me considero, mas no bom sentido. Antigamente, eu era bem ansioso, e às vezes não conseguia dormir devidas algumas ações de marketing que iriam acontecer, negócios por fechar, perdi bons negócios e cometi alguns equívocos por causa disso. Mas, desenvolvendo minha inteligência emocional, a ponto de compreender até que ponto a minha ansiedade, começava a se tornar pejorativa, aprendi a controlar. Então, hoje tenho a boa ansiedade, que busca mais rápido os resultados, por que quer ver aquilo, mas sabe esperar e não se desestabiliza por isso.

Novo Negócio – As universidades pecam por não darem muita atenção às ideias e não incentivarem o potencial de seus alunos?

Bruno Perin – Acredito que isso acontece cada vez menos. Os professores baby bommers, os quais tive alguns, diziam muito para nós botarmos o pé no chão, ficar longos anos em uma empresa para aprender algo, mas esses professores estão se aposentando, e esses novos estão com a mente mais aberta e normalmente são mais inspiradores. Seria interessante apenas, fomentar mais o empreendedorismo. Acredito que um grande detalhe hoje, é a aproximação maior com o setor privado, os alunos que tem maior contato com empresários e conhecimento pratico se diferenciam bastante dos apenas teóricos. Todas as universidades deveriam prestar atenção nisso. Pois, esse diferencial, não deveria existir.

Novo Negócio – O jovem que passa por muitas empresas agrega mais experiências ou isso é um mito? Crescer dentro de uma empresa também não é excelente para o currículo?

Bruno Perin – Os RHs e Headhunters normalmente detestam isso, o jovem tem que deixar muito claro isso nas empresas, quando ele avisa que quer ficar apenas seis meses para experimentar a área e depois vai sair. E deve explicar isso nas entrevistas de emprego, principalmente quando ele for para uma organização que tem interesse em construir sua carreira. Este profissional deve começar afirmando que ele quer realmente se dedicar a construir uma carreira, e apresentar o seu currículo, com diversas experiências, explicando que foi tudo pensado e planejado. Como você disse, nesse caso, até é bom as diferentes experiências. A questão está, que nem sempre esse jovem consegue relatar isso, pois no processo de analise de currículos a empresa quer alguém para desenvolver e transformá-lo em um líder. Mas, quando olha aquele currículo, e vê alguém que não para em lugar nenhum, ela nem chama para a entrevista, isso é um risco. Mas, acredito que sim, uma pessoa que já passou por diferentes organizações tem uma visão mais ampla de negócio. É o que todos os RHs querem, a pessoa que passou um longo tempo em uma empresa apenas, esse cara tem bastante valor no mercado, as empresas normalmente adoram isso.

Novo Negócio – Com o ingresso de tantos profissionais jovens no mercado e a presença de outros tantos mais experientes, pode haver um choque de gerações? Como você vê esse trabalho em conjunto? É positivo para as empresas? E para os profissionais envolvidos?

Bruno Perin – Sempre haverá choque, é normal. A questão está em como equilibrar e usar o que cada uma dessas gerações possui de melhor. Certamente, estas empresas terão vantagem e se destacarão. O oposto, também é verdade, as empresas que apenas promoverem disputas entre as diferentes gerações, certamente cairão. O problema é que com o dinamismo do mercado, quando houver disputas, se a empresa não resolver o problema rapidamente, a organização poderá decair em instantes e não voltar mais. Hoje, tanto é rápido para cair quanto para subir. Quem equilibrar as peculiaridades das gerações vai decidir o jogo do mercado. As aceleradoras, e angels investors tem feito muito bem isso, várias empresas estão despontando por saberem equilibrar o conhecimento, networkin e capital dos mais experientes, com a energia e criatividade dos mais novos. As empresas que já começam usando o que cada geração tem de melhor a oferecer, tem um grande diferencial no mercado, porque grandes partes ainda passam boa parte do tempo, tentando conciliar a geração.

Novo Negócio – Se você não fosse um talento no ramo em que atua, seria um talento em que?

Bruno Perin – Nunca pensei sobre isso, pois há anos tenho essa decisão muito clara. Mas, hoje, acredito que seria algo na arte, ou política, que pudesse inspirar as pessoas, pois essa é a minha essência, todos os testes que já fiz, sempre destacam isso.

Novo Negócio – O que faz a cabeça de Bruno Perin?

Bruno Perin – Inspirar as pessoas. Quando vem alguém e me fala que por causa de um vídeo finalmente tomou a decisão de abrir o seu negócio, ou que no final de uma palestra vai tomar atitude de se dedicar mais a alcançar seus objetivos, isso me faz a cabeça. E quando recebo noticias de que tudo isso está acontecendo fico muito animado, isso toma a minha mente e me faz pensar em como conseguir fazer mais, com mais pessoas… Minha mente hoje se ocupa basicamente disso.

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