Alessandro Bomfim: de panfleteiro a CEO

Alessandro Bomfim
Alessandro Bomfim

Alessandro Bomfim tem uma história muito parecida com a de vários jovens brasileiros: nasceu em Catu, na Bahia, em 1977 e, com menos de um ano de idade, foi para o Rio de Janeiro morar com a avó materna. Porém, por problemas de saúde da avó, dos 7 aos 17 anos, precisou acompanhar a mãe e o padrasto militar por vários estados do Brasil. Sua infância e adolescência não foram nada fáceis, a começar pela convivência com o marido de sua mãe que era uma pessoa violenta.

Aos 20 anos, em 1997, Alessandro decidiu trabalhar e agarrou uma oportunidade como panfleteiro de rua de uma escola de informática, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, foi promovido a vendedor externo, em 1999 passou a vendedor interno e ganhou destaque com o seu desempenho, que mês a mês surpreendia.

Já em 2000 tornou-se gerente de vendas. Depois de discutir sobre sua ideia de ampliar a área de atuação da escola e oferecer novos cursos, chegou a Gerente Geral. Em apenas cinco anos, após esse grande salto profissional, fez uma oferta de compra aos sócios antigos e fundou sua própria empresa com mais dois sócios.

Para crescer, o empresário assumiu investimentos de alto risco, como abrir escolas durante o período crítico da crise mundial, e saiu na frente com vantagem competitiva em seu segmento. Mas em nenhum momento ele desanimou. “Hoje sei que mais importante do que ser bem sucedido é trabalhar no que eu gosto, com paixão, foco e determinação. O dinheiro vem como consequência”.

Hoje, Alessandro é dono da rede de escolas Saga, que é a maior rede de escolas de arte digital do país e já formou mais de dez mil alunos em oito unidades, em cinco cidades diferentes (São Paulo, Recife, Salvador, Brasília e Belo Horizonte), e forma os futuros profissionais de computação gráfica que vão trabalhar em televisão, publicidade, estúdios de games etc

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O empresário também trouxe para o Brasil a primeira escola internacional de arte digital, a Axis, resultado de uma parceria com a escola norte-americana Gnomon School Of Visual Effects, a mais respeitada escola de computação gráfica em 3D, animação e efeitos especiais do mundo.

Quer saber mais? Nesse bate papo com o Novo Negócio, Alessandro Bomfim fala sobre suas escolhas, sobre o mercado de jogos no Brasil e conta quais são suas expectativas. Veja:

Novo Negócio – Você começou como panfleteiro e hoje é CEO. Conte um pouco da sua história.

Alessandro Bomfim – Eu costumo dizer que não comecei minha vida profissional e, sim, comecei a sonhar em 1997. Naquele ano, abordava clientes com uma prancheta na porta de um curso de informática, no Rio de Janeiro, mas já pensava em ter meu próprio e grande negócio. Em apenas cinco anos, com muito trabalho e esforço, passei de panfleteiro a gerente geral, fiz uma oferta de compra para aquela escola e fundei minha própria empresa com mais dois sócios. Para crescer, assumi investimentos de alto risco, como abrir escolas durante o período crítico da crise mundial, e, por isso, abri vantagem competitiva no segmento. Hoje, a Saga tem oito unidades em cinco estados. Já formamos mais de 10 mil alunos e continuamos preparando futuros profissionais de computação gráfica para trabalhar em televisão, publicidade, estúdios de games etc.

Novo Negócio – Quando você fundou a Saga?

Alessandro Bomfim – A Saga foi criada em 2003, inicialmente como uma escola de cursos de informática, mas reposicionou sua linha de atuação em 2008 (quando passou a se chamar Saga), e tornou-se escola referência em cursos de arte digital e animação. A escola já tem 8 unidades (Lapa, Tatuapé e Santo Amaro, em São Paulo – SP, Centro, em Guarulhos – SP, Centro, em Salvador – BA, Boa Viagem, em Recife – PE, Taguatinga, em Brasília – DF e Centro, em Belo Horizonte – MG).

“Hoje sei que mais importante do que ser ter bens materiais e uma condição financeira boa, trabalhar com paixão, fazer o que eu gosto, ter uma vida familiar feliz, amigos verdadeiros, uma empresa admirada são realmente o que vale a pena. Isso, para mim, que é realmente ser bem-sucedido. Qualquer retorno financeiro é apenas consequência de tudo isso e não o objetivo”.

Novo Negócio – A Saga fechou uma parceria com a Gnomon School of Visual Effects, de Hollywood e dela nasceu a Axis. Fale um pouco sobre ela.

Alessandro Bomfim – A Axis foi criada a partir de uma parceria com a Gnomon School of Visual Effects, referência mundial no ensino de efeitos visuais, que fica em Hollywood, na Califórnia, EUA. O processo para conseguir firmar essa parceria não foi fácil, pois a Gnomon existe desde 1997, já recebeu dezenas de convites para fazer parcerias ou abrir escolas em outros lugares, e nunca aceitou. Apostamos numa escola internacional de efeitos visuais, pois esse é um mercado que está crescendo, mas que no Brasil não tem mão de obra qualificada. A área de animação e efeitos visuais hoje está presente em todo tipo de produção, além de filmes premiados, a animação está nas novelas, nos seriados infantis, na propaganda, na educação, nos vídeos da internet etc. Há, portanto, um enorme mercado para trabalhos de computação gráfica, animação e efeitos visuais. Já existem profissionais e outras escolas para cumprir as demandas básicas de computação gráfica que esses mercados precisam, mas há uma grande carência por profissionais altamente qualificados para trabalhar no Brasil e no exterior e, por isso, criamos a Axis.

Novo Negócio – A Axis irá preparar profissionais para atuarem aqui no país ou empresas do exterior já estão “de olho” nos formados?

Alessandro Bomfim – A Axis foi fundada em abril de 2013 e prepara profissionais para atuar no Brasil ou em qualquer outro mercado já há quase dois anos.  Sem dúvida o brasileiro bem capacitado tem mercado de trabalho tanto aqui como no exterior. O brasileiro é muito criativo e com boa formação pode ter seu próprio negócio ou trabalhar nos maiores estúdios dos Estados Unidos. No Brasil, que está vivendo um momento fértil de criação de aplicativos e de games casuais, há muitas oportunidades também. Além disso, a indústria estrangeira terceiriza cenas, personagens, partes inteiras de um jogo e o brasileiro tem diferenciais em relação a outras nacionalidades: fala inglês melhor do que os asiáticos por exemplo, é criativo e não tem preconceitos de cultura e religião.  O que falta é mão de obra bem capacitada na área e a Axis oferece várias opções de treinamento para carreiras em games, cinema, publicidade, concept art e design

Novo Negócio – Como você avalia o mercado de arte digital aqui no Brasil? Somos emergentes ou estamos muito atrás dos Estados Unidos, por exemplo?

Alessandro Bomfim – O Brasil ainda não é um polo de produção audiovisual, mas tem muito potencial e já conta com profissionais qualificados ou em fase de qualificação para ser o novo destino de outsourcing de produções internacionais, como hoje são China, Coréia do Sul, Índia, Singapura e Taiwan.  Já temos muitas empresas desenvolvendo jogos para mobile e redes sociais, muitos artistas freelancers trabalhando para agências, o que contribui para este crescimento. Tudo isso exigirá artistas 3D, especialistas em animação, em efeitos visuais etc. Por outro lado, estruturalmente nosso país segue muito atrás dos demais pares emergentes, o que não permite então nenhuma comparação com Estados Unidos, Canadá e países europeus. Temos a maior carga tributária do mundo, elevadas taxas de juros, falta de incentivo ao empreendedor e corrupção em níveis alarmantes. Todos estes aspectos são crônicos e fortes complicadores para o sucesso das empresas brasileiras e nos impedem de competir de igual para igual no mercado internacional.

Novo Negócio – Falta mão de obra qualificada e especializada?

Alessandro Bomfim – Sim, e isto não é uma realidade só deste mercado. Faltam médicos, professores, gestores, entre outros, bem como artistas digitais de qualidade. Mas, estamos no caminho certo e o sucesso de escolas como a Saga e a Axis são prova disso. Os jovens estão procurando a se capacitar e nós estamos oferecendo cursos de qualidade e buscando reter nossos talentos aqui no Brasil.

Novo Negócio – Os jogos tomaram conta de grande fatia do entretenimento. Você considera um bom momento para investir nesse segmento?

Alessandro Bomfim – O Brasil é o 4º maior mercado consumidor de games no mundo, mas, em relação à produção, estamos aquém de mercados como Estados Unidos, Canadá, França, Coreia do Sul e China. Entretanto, investir no Brasil, considerando todos os problemas supracitados, é desanimador em muitos aspectos.

Novo Negócio – Superação é uma das palavras que você carrega na sua bagagem? O que é ser bem sucedido?

Alessandro Bomfim – Minha história de vida é como a da maioria dos jovens brasileiros. Saí de casa aos 17 anos e, sem suporte financeiro e emocional da família, passei muitas dificuldades e sofri pela falta de oportunidades, mas isso nunca me desanimou. Hoje sei que mais importante do que ser ter bens materiais e uma condição financeira boa, trabalhar com paixão, fazer o que eu gosto, ter uma vida familiar feliz, amigos verdadeiros, uma empresa admirada são realmente o que vale a pena. Isso, para mim, que é realmente ser bem-sucedido. Qualquer retorno financeiro é apenas consequência de tudo isso e não o objetivo.

Novo Negócio – Não há dúvidas de que sua vida mudou muito ao longo dos anos. Que características do menino panfleteiro você ainda traz consigo?

Alessandro Bomfim – A garra, a coragem, a disposição para trabalhar, para sempre dar o melhor de mim, em tudo o que faço, e não desistir diante de uma dificuldade.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Hoje dia 20/6/16 tive uma grande decepção com a escola Saga, do qual meu filho cursa um curso chamado Start, que é uma espécie de iniciciação em computação gráfica. O fato é que já a 16 meses no curso sempre somos constante com o pagamento das parcelas, porém no penúltimo mes houve um atraso de 4dias do qual quando acertei, já me ofereci para pagar o mes seguinte antecipado, até como uma espécie de agradecimento por terem mantido o bônus de 50reais pela pontualidade. O fato é que no mes seguinte, repare estamos falando de 14 meses de assiduidade e pontualidade, houve infelizmente mais um atraso, não por conta de relaxo, ou vontade para que este atraso se desse, mas tive gastos excessivos com medicamentos este mes com mulher pós cesária, operação de unha encravada de meu filho, e por fim gastos excessivos comigo mesmo devido a uma infecção chamada erisipela do qual gastei mais de 600reais só neste. Fiquei internado dia 16 e 17 de junho, saindo sábado a tarde do hospital. Fui direto pagar a Saga que estava com dois dias de atraso, pois o dinheiro estava separadinho pra isto, bem, chegando lá, sabado a tarde, fui informado que não poderia pagar com desconto, e que o coordenador já teria ido embora, e estava inascessível naquele horário, pois nem celular ele atenderia mais. As atendentes que mais parecem zumbis programadas, disseram que iriam passar a situação pra ele na segunda feira, e que quando minha esposa for pagar a tarde já estaria sabendo do caso. Fato é que ela chegou na unidade a tarde, foi informado que o coordenador estava em uma reunião de alta importãncia e que não poderia ser incomodado por nada, (o cliente é nada!). Mesmo ela expondo a situação de lactante da minha filha que esperava no carro, o fato era um só, o Sr Gerente das Galaxias, ou Sr Inascessível não podia atender. Ela foi embora, chegou com o carne no carro sem pagar, daí fui eu, afinal foram duas viagens, e para pagar a escola, não para pedir nada pra ninguém. O fato é que o Sr Inascessível apareceu, e com de se esperar com um ar de superioridade e nariz empinado que foi pena eu não ter filmado. Expuz a minha situação sobre o pagamento que na ocasião sábado estava atrasado dois dias. Ele analisou friamente sem a mínima empatia, e com total desprezo com a minha vontade de acertar a mensalidade, abriu mão de receber, pois eu não tinha o valor da multa que era 50 reais a mais da mensalidade que é de 269,90. Me senti um lixo, alguem que estava se aproveitando de uma situação. Em resumo perdi o gosto pela escola que tinha tanto orgulho de dizer que meu filho estuda, por conta de um despreparado deste, o nome dele, segundo ele diz é Robson, e tem mais, não existe ninguém acima dele lá na escola, a não ser os donos, que segundo ele não são ascessíveis aos alunos ou pais. VERGONHA A ESCOLA SAGA MANTER UM COORDENADOR COMO O SR RÓBSON NO COMANDO DE UMA UNIDADE DA ESCOLA.

    • Eu Eduardo, reclamante da situação acima, venho informar que tão logo este foi publicado, um senhor chamado Rodolfo Arantes, me contatou. Daí sim, um profissional preparado à lidar com o público, primeiramente pediu desculpas em nome da escola, condenando o procedimento do Sr Robson pra comigo, oferecendo ainda assim o desconto do qual requisitei, apesar deste já ser de importância secundária no momento, mas ainda sim houve muita boa vontade para que o curso do meu filho não fosse prejudicado, nem que tomasse-mos esta impressão da escola. Enfim, tudo se resolveu, a vida seguiu, meu filho continua estudando lá. E depois fiquei sabendo que ele (Róbson), saiu de lá. Será sorte da Saga se foi parar na concorrência.

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