Adriana Auriemo: ela trouxe a Nutty Bavarian para o Brasil

Adriana Auriemo
Adriana Auriemo

Adriana Auriemo era uma recém-formada cheia de disposição que, em uma viagem aos Estados Unidos, conheceu certas nuts glaceadas, um verdadeiro sucesso por lá. Determinada, nem pensou duas vezes: quis apresentar a novidade ao Brasil.

A veia empreendedora é de família. Filha de Caio Auriemo, dono dos laboratórios Delboni Auriemo, Adriana diz que sempre quis ter o seu próprio negócio. Com garra e determinação, conseguiu convencer os idealizadores americanos da Nutty Bavarian a apostarem no seu potencial, deixando-a representar a rede por aqui.

E deu certo. Em 1996 ela abriu o primeiro quiosque, com o compromisso de fixar mais quatro unidades em cinco anos. Mas Adriana fez mais: abriu 50 pontos de venda no período estipulado. Desde então, só cresce.

Estratégias não faltam. Atualmente, Adriana está trabalhando duro em um novo modelo de negócio para atingir um mercado diferente. A empresária tem o direito de explorar a marca em toda América do Sul, mas preferiu focar no Brasil. Disposta a dar um salto maior e ousar, ela garante que cabem 500 pontos de venda das nuts glaceadas no país. E, para garantir essa trajetória crescente da empresa, o nordeste é seu próximo alvo.

Com um dia a dia bastante atribulado, a empresária conta com o apoio do marido – diretor da empresa – e dos três filhos, além de ter um respaldo fortalecido dentro de casa para que tudo fique nos eixos.

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Nessa entrevista ao Novo Negócio, Adriana fala sobre as perspectivas do negócio, relembra os caminhos que trilhou e conta com orgulho os resultados do seu trabalho.

Novo Negócio – Você iniciou sua vida de empresária muito cedo. Como aconteceu?

Adriana Auriemo – Eu tinha 22 anos e acabado de me formar na faculdade. E, após fazer um curso de franquia o assunto me interessou bastante. Durante uma viagem aos Estados Unidos conhecemos as nuts glaceadas da Nutty Bavarian em um jogo de basquete do Orlando Magic. Naquela ocasião sentimos aquele cheiro delicioso no intervalo e logo descobrimos que eram amêndoas torradas com canela. Uma delícia! Após essa descoberta, minha tia entrou em contato com o dono da empresa, cuja matriz ficava em Orlando, e negociou a abertura no Brasil. Entrei no negócio logo no começo quando a empresa tinha apenas um ponto.

Novo Negócio – Há uma veia empreendedora nata em você?

Adriana Auriemo – Meu pai é empresário e eu sempre me imaginei tendo meu próprio negócio. E gostei bastante da experiência de ter a minha empresa. No entanto, quando somos mais novos, não temos a ideia do trabalho, devido à burocracia fiscal do país. Mas quando contamos com uma equipe equilibrada e competente os caminhos vão se abrindo e os resultados positivos vão aparecendo.

Novo Negócio – A Nutty Bavarian já era muito conceituada nos Estados Unidos quando você resolveu trazer a marca para o Brasil. Como foi a aceitação dos idealizadores da marca à sua ideia?

Adriana Auriemo – O David Brent, presidente da marca nos Estados Unidos, não acreditou muito na vinda da marca para o Brasil. Então, fez uma proposta, ou abriríamos cinco pontos em cinco anos, ou perderíamos a exclusividade. Mas superamos as expectativas e abrimos 50 pontos em cinco anos. Esse resultado o agradou tanto, que ele batizou o “tio Nutty” – aquele alemão que aparece no nosso logotipo –, de Bruno, que é o nome do meu filho mais velho. O David ficou tão satisfeito que criou uma história para o “Bruno”, o tio Nutty, que pode ser vista por todos no portal americano da Nutty Bavarian.

Novo Negócio – A proposta inicial era que você conseguisse abrir cinco quiosques em cinco anos. Qual foi a sua sensação em apresentar um número 1600% maior?

Adriana Auriemo – Eu sempre soube que tinha espaço para muito mais de cinco pontos. Embora o produto não fosse conhecido por aqui, ele é muito gostoso e agrada todo mundo e, além disso, contém valores nutricionais incríveis. Acredito que cabem 500 pontos no Brasil.

“O Brasil tem bons empreendedores. Pessoas batalhadoras que investem tempo, dinheiro e muita energia para ter seu próprio negócio, mesmo com todas as dificuldades que tem que enfrentar”.

Novo Negócio – Os produtos sofreram alguma adaptação para agradar mais aos brasileiros?

Adriana Auriemo – Sim, muitas adaptações, desde o teor de açúcar, até os tipos de grãos. Incluímos a castanha de caju, o amendoim e a macadâmia, por serem produtos nativos.

Novo Negócio – Quais são as principais dificuldades que a empresa iniciante encontra no mercado nacional?

Adriana Auriemo – As dificuldades são muitas. Para nós, a maior delas foi a parte burocrática de impostos e leis trabalhistas, e, claro, além dos preços dos pontos de venda. Os alugueis dos espaços em shoppings centers no Brasil são muito altos, acho que o metro quadrado no Brasil é um dos mais caros do mundo.

Novo Negócio – Em sua opinião de empresária e diante de tudo o que você já encontrou no caminho do seu negócio, o que falta ao empreendedor brasileiro?

Adriana Auriemo – O Brasil tem bons empreendedores. Pessoas batalhadoras que investem tempo, dinheiro e muita energia para ter seu próprio negócio, mesmo com todas as dificuldades que tem que enfrentar. Essas dificuldades fazem com que muitos sigam caminhos inadequados, “dando jeitinhos”, para sair da crise e acabam complicando a situação.

Novo Negócio – Como é o momento atual da rede?

Adriana Auriemo – A rede cresceu muito nos primeiros anos e se profissionalizou bastante nestes últimos. Agora é hora de darmos saltos maiores e ousar um pouco mais.

Novo Negócio – Além da Nutty Bavarian, você era responsável pela Go Nut! e pela Nuts&Cia. Qual é a diferença dessas marcas?

Adriana Auriemo – A Go Nuts foi criada para atender ao público mais elitizado, com produtos premiuns e um pouco mais sofisticados. Já a Nuts&Cia surgiu para shoppings mais populares, com uma linha  mais acessível que a tradicional. Mas, hoje não trabalhamos mais com estas marcas, apenas com a Nutty Bavarian.

Novo Negócio – Para estar mais disponível para os públicos A e B, os quiosques da Nutty Bavarian precisaram passar por adequações nos shoppings, incluindo a instalação de exaustores. Para a marca, que utiliza naturalmente o marketing sensorial, houve uma “perda” da principal propaganda?

Adriana Auriemo – O cheirinho é nosso principal chamariz. Ele atrai nossos clientes, mostrando que o produto está sendo feito na hora, fresquinho e crocante. Sem dúvida, com os exaustores esta propaganda se perde, mas, tivemos que nos adaptar as necessidades dos shoppings, porém, não sentimos reflexos negativos nas vendas.

Novo Negócio – Em  quase 18 anos vocês chegaram a 84 unidades no Brasil. Qual é a estratégia para alcançar a meta de 130 quiosques até 2017?

Adriana Auriemo – Estamos lançando um novo modelo de quiosque e trabalhando também em outro formato de negócio, para atingirmos um mercado diferente. Com essas estratégias tenho certeza que atingiremos nosso objetivo.

Novo Negócio – Dar conta de tudo isso requer muito empenho e trabalho. O que há por trás da profissional Adriana Auriemo para equilibrar o dia a dia?

Adriana Auriemo – A ideia de ter minha própria empresa foi justamente por poder equilibrar família e trabalho. Tenho três filhos que requerem minha atenção e, no começo, quando eles eram menores, era um pouco mais difícil. Mas tive sorte em ter pessoas muito boas trabalhando comigo, além do meu marido, que também é diretor da empresa. Agora as crianças passam mais tempo na escola e eu posso me dedicar mais a empresa, no entanto, ainda, tenho que “fugir” às vezes para levar um filho ao médico, ou para assistir alguma apresentação da escola.

Novo Negócio – Você detém os direitos da marca para a América do Sul. Em que países está atuando?

Adriana Auriemo – Por enquanto só no Brasil. E ainda tenho muito espaço para alcançar aqui no país, como por exemplo, no Nordeste e outras cidades importantes como Porto Alegre. Hoje estes são os nossos alvos.

Novo Negócio – Podemos dizer que os empresários americanos que idealizaram o negócio estão “rindo à toa” com o resultado na Nutty Bavarian no Brasil?

Adriana Auriemo – Na verdade, o mercado americano é tão grande, que, embora tenhamos superado as expectativas deles por aqui, ainda somos pequenos se comparados a tudo o que eles têm por lá para explorar. Mas com certeza estão felizes pelos resultados alcançados no Brasil.

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