Expansão sem planejamento: uma armadilha para franqueado e franqueador

photodune-6535663-increase-xsAtenção aos números da Associação Brasileira de Franchising (ABF): entre janeiro e março de 2014 o faturamento do setor cresceu 10% em relação ao último trimestre do ano passado, com 82% das marcas associadas garantindo um aumento de vendas e apenas 15% registrando queda. Um dos fatores responsáveis por essa estatística é a taxa de mortalidade nesta área que é de 5%. isso faz com que muitas pessoas apostem no sistema. Mas será que vale a pena apostar em uma empresa só porque ela está crescendo absurdamente? A resposta é não. Crescimento desordenado está longe de ser sinônimo de sucesso. E mais: pode ser um caminho sem volta.

Camila Pacheco, da consultoria empresarial Blue Numbers diz que até existem marcas sérias, com ampla experiência na operação e gestão de modelo que serão replicados. “Mas outras entram no mercado de franquia ainda imaturas, ou seja, sem a experiência necessária para transmitir um know how mínimo ao franqueado”, explica. E apontam para todos os lados. Portanto, tenha cuidado.

A rede Right at Home, por exemplo, é uma das que quer crecer de forma consciente. Hoje a empresa conta com cerca de 450 franquias em nove países (Estados Unidos, Canadá, China, Irlanda, Inglaterra, Austrália, Japão, Brasil e Holanda), cuidando de mais de 15 mil pessoas por dia. “Não temos como estratégia um crescimento repentino. Pensamos num desenvolvimento sustentável, com critérios de seleção de franqueados muito rigorosos, pois nossa intenção é achar o empresário certo que faça a franquia ter longa duração”, explica Eduardo Chvaicer, máster franqueado da Right at Home no Brasil.

Dimitri Oliveira, coordenador de expansão da Depyl Action, rede de franquias especializada em depilação, diz que a estratégia de expansão da marca também é bem definida. “Não queremos ser referência por ter o maior número de lojas, mas ser referência pela qualidade das nossas unidades e excelência na prestação do serviço. Só conseguimos isso se tivermos critérios sólidos na escolha do perfil do franqueado e no território de implantação da unidade”, ressalta.

Na China House o panorama é o mesmo. Jorge Torres, fundados da rede, se preocupa com o crescimento estruturado e contínuo, dando sempre o mesmo suporte e atenção aos franqueados. “Quando se cresce de forma mais agressiva sempre fica algum ponto que pode deixar a desejar. Além disso, esse é o nosso perfil: somos muito “pé no chão”, e não temos pressa”, diz.

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Para não crescer desordenadamente, a Depyl Action adotou uma política de preferência e bloqueio de mercados em cidades nas quais tem franqueados com interesses de expansão. A empresa também investe em estudos de inteligência de mercado para identificar o público e a área de influência de uma unidade. “Isso é importante para que a instalação de uma loja não tire clientes e inviabilize a operação de outra unidade da marca”, observa Dimitri.

Como a Right at Home e a Depyl Action, a China House possui critérios rígidos para escolha de franqueados. Isso ajuda a inibir a expansão e é primordial para um crescimento sustentável e estruturado, segundo Torres. “O candidato a franquia passa por diversas reuniões, faz um “test drive” de um final de semana completo em uma loja da franqueadora e agora solicitamos que ele visite ao menos cinco lojas franqueadas e passe o dia com o franqueado, a frente do negócio. O intuito maior é destacar o trabalho envolvido versos o rendimento que o negócio vai gerar”, pontua.

Parece mesmo que a máxima “quantidade não é qualidade” é muito válida. Dimitri esclarece que é necessário ter uma estrutura adequada ao número de lojas para que se mantenha a qualidade do serviço e os padrões que caracterizam a franquia. Afinal, quanto mais lojas, maior a estrutura necessária. E o franqueador deve estar preparado.

Segundo Camila, da Blue Numbers o melhor é não se deixar levar por modismos. “Invista com prudência. Pense que, como em qualquer negócio, as coisas podem dar errado – uma franquia vende um modelo de negócio que deu certo, e não o sucesso de um negócio”, lembra a especialista.

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