Pesquisa analisa práticas e aponta desafios do franchising

Business teamUma pesquisa realizada pela consultoria Deloitte em parceria com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), entre agosto e setembro, mostrou que as lojas de rua são mais rentáveis que as lojas dentro dos shoppings. O estudo “Negócios em rede – Visões, expectativas e práticas dos franqueadores” ouviu 97 redes e apontou que para 53% das franqueadoras, a sua unidade de maior faturamento é uma loja de rua, enquanto que para 29% das redes essas unidades estão nos shoppings.

No critério rentabilidade, a diferença ainda aumenta: 63% para lojas de rua e 23% para lojas em shoppings. Isso acontece porque o custo da operação é menor nas lojas de rua. As franqueadoras também têm tido um bom resultado com unidades abertas dentro de academias, aeroportos, clubes e condomínios. Juntos, esses espaços concentram 10% do faturamento das redes.

O bom desempenho das lojas de rua alavanca o planejamento das redes: 53% das marcas pretendem abrir unidades nesses locais nos próximos dois anos, contra 33% pretendem abrir em shoppings. A presença das lojas em centros comerciais – especialmente para as franqueadoras do segmento de negócios, serviços e outros varejos – também está em pauta.

Para aumentar a capilaridade as redes continuam investindo em um formato compacto e mais acessível: a microfranquia. O investimento para o franqueado é de até R$ 80 mil e, segundo a ABF, em 2013, este modelo registrou 384 marcas em operação e 17.197 pontos de venda, com faturamento de R$ 5,9 bilhões.

Outros pontos da pesquisa

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De acordo com Cristina Franco, presidente da ABF, parte das empresas do setor de franquias é formada por pequenos empresários que se tornaram pequenos franqueadores e é extremamente importante que essas organizações estejam prontas para detectar o momento em que será necessário investir em uma estrutura de gestão e de controles mais robusta. “O aprimoramento da estrutura de governança deve acompanhar o passo da expansão da organização, para que esse crescimento ocorra de forma sustentável”, diz. O estudo ainda mostra que:

– Uma das tendências é o varejo. Esse mercado está buscando um canal direto com o consumidor, além de mais controle dos preços e rentabilidade dos negócios. Por isso, não se assuste se começar a haver uma migração das grandes indústrias – como confecções de sapatos e roupas – para esse setor.

– Logística eficiente e priorizade para a área de vendas serão investimentos certos para as redes.

– O consumidor pede e é atendido: produtos naturais, orgânicos e premium são alguns exemplos de novas demandas. A entrada de redes de casual dining, que oferecem uma experiência diferenciada, também deve impactar bastante o setor de alimentação.

– Para atrair clientes, as redes deverão considerar a praticidade no momento da compra e a formatação de serviços e lojas.

– Em tempo de e-commerce, redes sociais e aplicativos, as redes devem usar toda a tecnologia disponível a seu favor. Isso ajuda a driblar a concorrência, a atrair novos consumidores e aumentar o poder de fogo da marca.

– As parcerias estratégicas estão cada vez mais em alta: a marca pode aliar-se a outras redes de franquias não concorrentes e formatar programas de descontos. Isso ajuda a conquistar o público e fazê-lo fiel à marca.

O estudo completo analisa, ainda, os principais temas e desafios enfrentados pelo setor no Brasil, cujo mercado é composto por 2.073 marcas de franquia, conferindo a terceira maior rede do planeta, atrás apenas da China e da Coreia do Sul no ranking do World Franchise Council (WFC).

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